domingo, novembro 30, 2003
Imaginemos que o Amor é gente. Existe. Veste-se de tempo, não usa maquilhagem, estica-se em ousadias, manifesta-se em ternuras. Está sempre disponível, receptivo, indiferente às convenções, ignorante das correcções. Aparece de repente, não faz marcação prévia, desaparece quando lhe apetece. Mesmo assim, eu quero-o para mim!
Curioso entrar na janela, pequenina, que me leva ao mundo que desconheço. Sinto n'alma um misto de ansiedade - surpresa, um receio de ser como sou, para chegar onde nunca estive. Chove, faz vento, e os meus sentires revoltos, tecidos em saudades inconfessáveis, desafiam o frio no calor das emoções. Se a solidão existe para além do dicionário, então ela mora aqui. Ou eu nela.
sábado, novembro 29, 2003
Está a acabar o mês de Novembro, mês de morte pintado de cinzento e, numa tarde de Algarve frio (tão raro) nasce um espaço onde, por artes das modernas tecnologias, vai haver opinião a partilhar. Será que o espaço sobrevive? Será que vinga? Não poderei repetir "cantarei até a que a voz me doa" mas posso, posso mesmo, garantir que sentirei mesmo que a alma me doa!