terça-feira, julho 31, 2007
As únicas coisas que valem mesmo a pena são a Poesia, o Amor, a Sabedoria!!
Carta de Amor
Para te dizer tão-só que te queria
Como se o tempo fosse um sentimento
bastava o teu sorriso de um outro dia
nesse instante em que fomos um momento.
Dizer amor como se fosse proibido
entre os meus braços enlaçar-te mais
como um livro devorado e nunca lido.
Será pecado, amor, amar-te demais?
Esperar como se fosse (des) esperar-te,
essa certeza de te ter antes de ter.
Ensaiar sozinho a nossa arte
de fazer amor antes de ser.
Adivinhar nos olhos que não vejo
a sede dessa boca que não canta
e deitar-me ao teu lado como o Tejo
aos pés dessa Lisboa que ele encanta.
Sentir falta de ti por tu não estares
talvez por não saber se tu existes
(percorrendo em silêncio esses altares
em sacrifícios pagãos de olhos tristes).
Ausência, sim. Amor visto por dentro,
certezas ao contrário, por estar só.
Pesadelo no meu sonho noite adentro
quando, ao meu lado, dorme o que não sou.
E, afinal, depois o que ficou
das noites perdidas à procura
de um resto de virtude que passou
por nós em co(r)pos de loucura?
Apenas mais um corpo que marcou
a esperança disfarçada de aventura...
(Da estupidez dos dias já estou farto,
das noites repetidas já cansado.
Mas, afinal, meu Deus, quando é que parto
para começar, enfim, este meu fado?)
No fim deste caminho de pecados
feito de desencontros e de encantos,
de palavras e de corpos já usados
onde ficamos sós, sempre, entre tantos...
Que fique como um dedo a nossa marca
e do que foi um beijo o nosso cheiro:
Tesouro que não somos. Fique a arca
que guarde o que vivemos por inteiro.
Fernando Tavares Rodrigues
Carta de Amor
Para te dizer tão-só que te queria
Como se o tempo fosse um sentimento
bastava o teu sorriso de um outro dia
nesse instante em que fomos um momento.
Dizer amor como se fosse proibido
entre os meus braços enlaçar-te mais
como um livro devorado e nunca lido.
Será pecado, amor, amar-te demais?
Esperar como se fosse (des) esperar-te,
essa certeza de te ter antes de ter.
Ensaiar sozinho a nossa arte
de fazer amor antes de ser.
Adivinhar nos olhos que não vejo
a sede dessa boca que não canta
e deitar-me ao teu lado como o Tejo
aos pés dessa Lisboa que ele encanta.
Sentir falta de ti por tu não estares
talvez por não saber se tu existes
(percorrendo em silêncio esses altares
em sacrifícios pagãos de olhos tristes).
Ausência, sim. Amor visto por dentro,
certezas ao contrário, por estar só.
Pesadelo no meu sonho noite adentro
quando, ao meu lado, dorme o que não sou.
E, afinal, depois o que ficou
das noites perdidas à procura
de um resto de virtude que passou
por nós em co(r)pos de loucura?
Apenas mais um corpo que marcou
a esperança disfarçada de aventura...
(Da estupidez dos dias já estou farto,
das noites repetidas já cansado.
Mas, afinal, meu Deus, quando é que parto
para começar, enfim, este meu fado?)
No fim deste caminho de pecados
feito de desencontros e de encantos,
de palavras e de corpos já usados
onde ficamos sós, sempre, entre tantos...
Que fique como um dedo a nossa marca
e do que foi um beijo o nosso cheiro:
Tesouro que não somos. Fique a arca
que guarde o que vivemos por inteiro.
Fernando Tavares Rodrigues
Eu já sabia. No fundo, e à tona também, eu sabia que seriam professores titulares, na sua maioria, os colegas que considero menos competentes. Mas uma coisa é saber, outra ver confirmadas as piores expectativas.... Na minha escola, olho os titulares e experimento, em simultâneo, desejo imenso de rir e de chorar! Como é possível?? Como aceitar que professores a sério, com mais de 30 anos de provas dadas, com Doutoramento!, não sejam titulares? E como aceitar que os conhecidos baldas o sejam?? Na minha escola, que conheço bem, considero que apenas quatro professores, de todos os que foram providos, deveriam, de facto, merecer a titularidade. A dona baleia? A pão sem sal? O galhofas? O incompetente??? Socorro!! Nem Portugal merecia tanta humilhação...
Ao mesmo tempo vejo colegas que considero referências a concorrerem, com horários zero, correndo o risco de irem para o desemprego! Com tantos talibãs à solta, ninguém extermina o Ministério da Educação???
Ao mesmo tempo vejo colegas que considero referências a concorrerem, com horários zero, correndo o risco de irem para o desemprego! Com tantos talibãs à solta, ninguém extermina o Ministério da Educação???
quinta-feira, julho 26, 2007
Está uma noite morna, calma, promissora de um novo dia de calor. Estou na varanda, sozinha, espreitando o mar que, ao contrário do que acontecia na minha infância de férias em Albufeira, não está salpicado de luzes. Em miúda, na varanda da casa do Cabrita, como sempre ouvi chamar-lhe, via o mar cheio de luzes e pensava que o céu tinha caído. Imaginava anjos a soltar a cortina do céu cobrindo com ela o mar e, assim, as luzinhas que via não eram de barcos, sequer de pescadores, mas de sereias que, sentadas nos bicos das estrelas, tomavam banho no mar calmo e escuro.
Hoje já não acredito em sereias. Nem em estrelas, menos ainda em anjos. No mar que vejo da varanda deste hotel há escuridão apenas. Lá em baixo, na praia, há música e animação, o espaço nobre do Algarve da moda, o Sasha, a perturbar a tranquilidade da noite morna. Estou com o computador no colo, às escuras, e tento resistir ao sonho que insiste em tomar conta de mim. Ergo um muro forte, quero ser humana só. Quero saber que o mar é mar, que as pessoas dançam, que é Verão. Quero não encontrar lugar para a tentação do devaneio, para as chegadas de sonho que sempre me fazem solitária companhia...
Hoje já não acredito em sereias. Nem em estrelas, menos ainda em anjos. No mar que vejo da varanda deste hotel há escuridão apenas. Lá em baixo, na praia, há música e animação, o espaço nobre do Algarve da moda, o Sasha, a perturbar a tranquilidade da noite morna. Estou com o computador no colo, às escuras, e tento resistir ao sonho que insiste em tomar conta de mim. Ergo um muro forte, quero ser humana só. Quero saber que o mar é mar, que as pessoas dançam, que é Verão. Quero não encontrar lugar para a tentação do devaneio, para as chegadas de sonho que sempre me fazem solitária companhia...
sábado, julho 21, 2007
Amanhã parto. É estranho como parto tantas vezes e fico sempre por aqui. Na essência fico. Fico nas hortênsias que, de manhã, fui levar ao meu Pai, na nogueira farfalhuda, nas paredes amarelas do meu espaço de escrita, na cidade que me corre nas veias e me faz ser eu. Parto, ficando. Porque nunca parto inteira, livre de teias de emoções...
Desta vez, é o mar que procuro. E como preciso dele! Do cheiro, do som - o marulho -, do calor do sol, do ponto verde que sempre busco quando o sol se despede. Caipirinha também. Imprescindível no Verão!! E as ousadias sonhadas, as cumplicidades tão minhas, os desejos tão magoados. Tudo é Verão...
Desta vez, é o mar que procuro. E como preciso dele! Do cheiro, do som - o marulho -, do calor do sol, do ponto verde que sempre busco quando o sol se despede. Caipirinha também. Imprescindível no Verão!! E as ousadias sonhadas, as cumplicidades tão minhas, os desejos tão magoados. Tudo é Verão...
terça-feira, julho 17, 2007
Ganhou o Costa, em Lisboa, dizem. Para mim, ganhou o desinteresse, o desgaste, o cansaço que os portugueses sentem face à péssima política e vergonhosos políticos que temos! Se eu fosse lisboeta, teria votado em Carmona Rodrigues. Voto sempre nos que perdem... Mas não votaria no palerma do Telmo, nem na corja que o apoiou. O Portas mete-me nojo, agora. Cansa tanta representação de má qualidade! Irrita a pose estudada, o discurso gasto, repetitivo, sem brilho nem chama.
E, no entanto, continuo pensando que a Direita faz falta a Lisboa (que saudades de Abecassis), a Portugal também. Faz falta uma Direita séria, humanizada mesmo, capaz de lutar pelos seus Valores e não pelo umbigo de cada um. As desilusões sucedem-se e eu, burra!!, continuo sem ser capaz de não ligar à política... Nunca aprendo, serei a eterna masoquista???
E, no entanto, continuo pensando que a Direita faz falta a Lisboa (que saudades de Abecassis), a Portugal também. Faz falta uma Direita séria, humanizada mesmo, capaz de lutar pelos seus Valores e não pelo umbigo de cada um. As desilusões sucedem-se e eu, burra!!, continuo sem ser capaz de não ligar à política... Nunca aprendo, serei a eterna masoquista???
sábado, julho 14, 2007
Sob calor intenso, procuro o fresco da piscina. Deito-me sentindo a ternura morna do sol e fecho os olhos. Por um instante, a razão funciona e lembro as recomendações e os perigos do sol. Há o buraco, o tal do ozono, há os raios UV no expoente máximo, há o risco de cancro, de envelhecimento precoce, de sinais, de manchas, de mil coisas. Mas deixo que os sentires se sobreponham à razão. E eles garantem que também há cancro para quem não apanha sol, que também se morre jovem mesmo sem abusar do sol, que ficaremos velhos todos mesmo que nunca saiamos de casa! E, como sempre, deixo-me levar pelos sentires, conduzir pelas emoções.
Lembro um exame recente de 12º ano, eu a acompanhar a prova, e um texto de António Damásio a fazer a história da investigação científica, iniciada há mais de 100 anos!, sobre a importância das emoções nas aprendizagens, no desenvolvimento humano, na construção de projectos de vida. Então, os miúdos suavam para compreender as questões, escolherem a alternativa correcta, conseguirem uma nota boa. Eu, com o benefício de já conhecer o texto, lamentava que não se pudesse discuti-lo mesmo, explorá-lo, fazê-lo valer de facto. Faz-me tanta confusão que se tentem ignorar as emoções! Que se valorize sobretudo a razão e se ignore, ou se queira ignorar, a importância dos afectos e das emoções nos processos cognitivos e de socialização. Eu quero uma escola diferente, que privilegie pessoas: - seres plurais, feitos de razão, emoção, relação.
O sol sabe-me bem. A minha alma aquece, amolece, sinto derreterem-se as defesas e ganharem espaço os desejos de coisas boas, as recordações de bons momentos. Sem me mexer, vejo chegar o Amor, não lhe lembro a dolorosa ausência que sinto dele, e fico a vê-lo dar cor à tarde. Traz uma groselha boa, carregada de gelo, vermelha mesmo, doce e cheirosa. Dou um gole sem me mexer e o Amor, sentado na beirinha da minha cadeira, diz presente. Fala-me da sedução, da descoberta de prazeres tocados, de partilhas simples e conversas ousadas. Oiço-o sem responder, fechada na magia do sonho, com o Fred deitado na relva, debaixo do enorme sobreiro, vigilante e tranquilo.
Apetece-me reclamar (sou uma refilona militante), mas não ouso mexer-me para não o afastar. Continua ali, fazendo silêncio quando os cubos de gelo chocam no copo vermelho, falando de vivências idas, de desejos inconfessáveis, de impossíveis tentados. Então, ouso quebrar o encanto e falo também. Conto da desilusão de cada dia, do medo terrível do vazio, dos pesadelos que me atormentam, da imensidão das noites em que apenas o ladrar vigilante do Fred me faz companhia. Conto-lhe das saudades de muitos momentos, da dor da ausência de quem me faz cada dia mais falta… O Amor continua ali, como eu indiferente aos perigos do sol em excesso, sorrindo e tentando o meu desejo intenso. Porque o silêncio me não intimida, continuo divagando e falo-lhe da minha cidade, das melhorias, das desilusões também. Se tenho saudades, pergunta-me. E não tenho. Não. Tenho só recordações de muitos momentos, de tempos em que Ele, Amor, se fazia mais presente, mais constante, menos dorido.
Ofendido ou com calor em excesso, partiu.
Eu, acompanhada por uma ladradela displicente do Fred, mergulhei.
Lembro um exame recente de 12º ano, eu a acompanhar a prova, e um texto de António Damásio a fazer a história da investigação científica, iniciada há mais de 100 anos!, sobre a importância das emoções nas aprendizagens, no desenvolvimento humano, na construção de projectos de vida. Então, os miúdos suavam para compreender as questões, escolherem a alternativa correcta, conseguirem uma nota boa. Eu, com o benefício de já conhecer o texto, lamentava que não se pudesse discuti-lo mesmo, explorá-lo, fazê-lo valer de facto. Faz-me tanta confusão que se tentem ignorar as emoções! Que se valorize sobretudo a razão e se ignore, ou se queira ignorar, a importância dos afectos e das emoções nos processos cognitivos e de socialização. Eu quero uma escola diferente, que privilegie pessoas: - seres plurais, feitos de razão, emoção, relação.
O sol sabe-me bem. A minha alma aquece, amolece, sinto derreterem-se as defesas e ganharem espaço os desejos de coisas boas, as recordações de bons momentos. Sem me mexer, vejo chegar o Amor, não lhe lembro a dolorosa ausência que sinto dele, e fico a vê-lo dar cor à tarde. Traz uma groselha boa, carregada de gelo, vermelha mesmo, doce e cheirosa. Dou um gole sem me mexer e o Amor, sentado na beirinha da minha cadeira, diz presente. Fala-me da sedução, da descoberta de prazeres tocados, de partilhas simples e conversas ousadas. Oiço-o sem responder, fechada na magia do sonho, com o Fred deitado na relva, debaixo do enorme sobreiro, vigilante e tranquilo.
Apetece-me reclamar (sou uma refilona militante), mas não ouso mexer-me para não o afastar. Continua ali, fazendo silêncio quando os cubos de gelo chocam no copo vermelho, falando de vivências idas, de desejos inconfessáveis, de impossíveis tentados. Então, ouso quebrar o encanto e falo também. Conto da desilusão de cada dia, do medo terrível do vazio, dos pesadelos que me atormentam, da imensidão das noites em que apenas o ladrar vigilante do Fred me faz companhia. Conto-lhe das saudades de muitos momentos, da dor da ausência de quem me faz cada dia mais falta… O Amor continua ali, como eu indiferente aos perigos do sol em excesso, sorrindo e tentando o meu desejo intenso. Porque o silêncio me não intimida, continuo divagando e falo-lhe da minha cidade, das melhorias, das desilusões também. Se tenho saudades, pergunta-me. E não tenho. Não. Tenho só recordações de muitos momentos, de tempos em que Ele, Amor, se fazia mais presente, mais constante, menos dorido.
Ofendido ou com calor em excesso, partiu.
Eu, acompanhada por uma ladradela displicente do Fred, mergulhei.
segunda-feira, julho 09, 2007
Parou o Mundo, agora. Esta é a hora que eu prefiro. O sol cansou-se, prepara-se para recolher, o vento, intenso todo o dia, sossegou, e até os pardais se calaram. Da minha janela vejo a cidade parada também, a nogueira quieta aguardando a magia da noite. Oiço as fadas passarem, de mansinho, roçando as asas nas folhas ainda quentes, piscando os olhos às estrelas que começam a acordar. Vi já muitas horas destas. Tenho recordações de mil momentos assim, pedindo às fadas que me levassem, sugerindo-lhes que me embalassem, mendigando-lhes companhia, agradecendo-lhes ternuras ousadas. Hoje, não peço nada. Olho só. E fico contento por o Mundo parar um pouco desejando, ainda que sem esperança, que peça ele às fadas que o ajudem a reaprender a magia dos impossíveis...
sábado, julho 07, 2007
Há dias assim. Semanas também... Estes últimos dias, para mim, têm sido complicados. Maus mesmo! desilusões (mais!), mágoas, uma contractura que me imobiliza o braço, uma multa - 120!! EUROS!!! - por pegar no telemóvel a conduzir. Tudo a juntar-se para me escurecer a existência, me toldar os sentires, me revoltar os pensares. A juntar a tudo, calor intenso, trabalho bastante e solidão demais. Dói-me a consciência social, o ombro, o pescoço, as emoções, a carteira também.
Cada vez mais, urge fugir. Sair daqui, desta coisa que se chama Portugal!
Cada vez mais, urge fugir. Sair daqui, desta coisa que se chama Portugal!
segunda-feira, julho 02, 2007
Bélgica: um grande prato de caldo verde, morno, ainda por cima. Foi assim que vi este país que mal conhecia. Verde, plano, água e casas castanhas, tal qual o chouriço industrial num caldo verde de má qualidade.
Bruxelas uma cidade grande. Só. Apenas a Praça Real, a Grosse Market e a Rue des Bouchers me consolou. Lá, na Rue des Bouchers, comi as moules, com frites, e uma mousse de chocolate hiper-calórica pela qual me sentirei eternamente culpada... Em Bruxelas vi mendigos. Com cães, mendigos também. Muitos árabes, muitos japoneses, senhores engravatados (deputados?) e um menino famoso a fazer xi-xi com a pilinha de fora e muitos mirones a fotografar. Fotografei também. Noutra esquina uma menina, fazendo o mesmo, igualmente muito fotografada. Perto, o Tintim tentava fugir escalando um prédio...
Mas gostei de Bruges. Da cidade medieval, do café quente num dia chuvoso, do passeio pelos canais, do brilho real do Colégio da Europa! Gostei, também, de Antuérpia. Da casa de Rubens, da Catedral de São Paulo, das montras de diamantes, das carnes grelhadas como na Argentina, do senhor que, ao vender-me os postais, disse "Obrrigada! Eu gosto de Porrrtugal!" Fiquei tão contente por ele falar português (porrrtuguês) que me esqueci de lhe dizer que só gosta de Portugal porque vive longe...
Durante estes dias, reli Orgulho e Preconceito. E chorei, também.
Voltei. Com esperança na mudança europeia, disposta a mais um esforço para ajudar este país a fazer sentido.
Bruxelas uma cidade grande. Só. Apenas a Praça Real, a Grosse Market e a Rue des Bouchers me consolou. Lá, na Rue des Bouchers, comi as moules, com frites, e uma mousse de chocolate hiper-calórica pela qual me sentirei eternamente culpada... Em Bruxelas vi mendigos. Com cães, mendigos também. Muitos árabes, muitos japoneses, senhores engravatados (deputados?) e um menino famoso a fazer xi-xi com a pilinha de fora e muitos mirones a fotografar. Fotografei também. Noutra esquina uma menina, fazendo o mesmo, igualmente muito fotografada. Perto, o Tintim tentava fugir escalando um prédio...
Mas gostei de Bruges. Da cidade medieval, do café quente num dia chuvoso, do passeio pelos canais, do brilho real do Colégio da Europa! Gostei, também, de Antuérpia. Da casa de Rubens, da Catedral de São Paulo, das montras de diamantes, das carnes grelhadas como na Argentina, do senhor que, ao vender-me os postais, disse "Obrrigada! Eu gosto de Porrrtugal!" Fiquei tão contente por ele falar português (porrrtuguês) que me esqueci de lhe dizer que só gosta de Portugal porque vive longe...
Durante estes dias, reli Orgulho e Preconceito. E chorei, também.
Voltei. Com esperança na mudança europeia, disposta a mais um esforço para ajudar este país a fazer sentido.