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domingo, maio 29, 2005

Era uma vez uma menina que vivia junto ao mar. De manhã, bem cedo, a menina sem-nome acordava os peixes, viajava nos dorsos das pescadas e brincava às escondidas com os polvos traiçoeiros. A menina sabia os segredos das estrelas do mar, mas não contava a ninguém. A menina enterrava os pés na areia molhada e as ondas não apagavam as marcas. A menina não sorria porque não sabia chorar.
Um dia, um dia sem data no calendário, a menina foi embora abraçada a uma sardinha luzidia. A menina sem-nome não voltou mais e nunca teve saudades...

Ando com o coração, com a cabeça, com os sentires e os pensares abarrotados de tristeza. A morte assusta-me pela saudade antecipada. Queria poder parar o tempo, eliminar a dor, guardar sempre ao pé de mim aqueles que tanto amo.
Estou chateada com Deus, com a vida, com seja lá o que for que comanda a existência humana. De que serve amar, viver, sorrir, estender o corpo na areia da praia, ouvir as ondas se, um dia, a morte no seu pleno absurdo põe um ponto final? São as banalidades da existência que me doem hoje. Há muito...

sábado, maio 21, 2005

Há uma série na televisão, uma MAD MARIA, que pinta um quadro real (acho..) das mulheres daquela época, século XIX. Vejo aqueles trajes, as atitudes, os receios e as dores, e não consigo deixar de pensar numa enorme vulgaridade: Mulher é sempre Mulher! Hoje, ou há 100 anos, as dores, as mágoas, repetem-se. As aparências mudam, as essências não!
E eu preferia aquele tempo onde, apesar de tudo, a hipocrisia era assumida!

quarta-feira, maio 18, 2005

O Sporting perdeu. O meu sobrinho chora, o Tomás chora, o Nuno desespera. Tudo por causa da taça UEFA. E eu temo a morte, o adeus o fim. É tudo tão relativo... Deve ser a vida, o mundo, a existência, que é feita de circunstâncias e contextos. A minha circunstância é negra. Quero lá saber do Sporting.
Nem do meu Benfica!

sábado, maio 14, 2005

Depois a vida continuou. Com a maior desfaçatez, ignora o meu desejo de fim e o sol nasce sempre. Deve ser assim que se constrói a eternidade: - na repetição contínua da chatice.

quarta-feira, maio 11, 2005

Queria ter um triturador de angústias e dores. Uma máquina eficaz, capaz de desfazer os nós que me sufocam. Tenho saudades dos tempos que vou perder. Quero aqui, comigo, aqueles que amo. Preciso do meu Pai!

domingo, maio 01, 2005

Isso! Vem para o pé de mim. Podes vir já, o meu coração está escancarado, a porta tem a chave do lado de fora. Vem depressa...

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