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sábado, março 26, 2005

Sábado de Aleluia. Aleluia! Uma esperança, talvez. Para mim, uma manhã de vento e chuva, solidão e enxaqueca. Um amigo conta uma história-trocadilho curiosa de enxaquecas. Um dia conto também...

quinta-feira, março 24, 2005

É 5ªfeira de Páscoa. Acho que se chama 5ªfeira de paixão. Estranho paixão ser morte. Coisa esquisita!
Paixão devia ser sempre vida, florescente, quente e recheada de alegria. Paixão é, para mim, o fascínio do pôr- do- sol no meu Alentejo amado, a descoberta do pontinho verde quando o mar, nas tardes boas de Verão, mergulha no mar do Algarve indiferente ao gelo que derrete na caipirinha que me acompanha.
Paixão é, ainda, o Peter Pan e a Terra do Nunca!! A magia do sonho constante.

sábado, março 19, 2005

Dia do Pai. E a saudade a chocar com o hoje, fazendo brechas na alma. Lembro o meu Pai de menina: - trabalhador, atarefado, bem disposto, cheio de projectos. Vejo-o também preocupado, ansioso, confrontado com injustiças, revoltado. Sei ainda o sabor das lágrimas que o vi chorar no momento de maior sofrimento.
Depois, o meu Pai-Avô foi Pai da minhas filhas. Atento, disponível, vigilante. O Pai delas, que hoje não está aqui, deixou saudades também.
Hoje, o meu Pai está cansado. Doente. Vejo-o e apetece-me chorar de saudades! O meu Pai tem defeitos, claro, mas é a melhor pessoa que eu conheço!

quarta-feira, março 16, 2005

Está aí a Primavera. Os espirros, as comichões, as noites sem dormir também por falta de ar. O resto ficou igual: - Os problemas mantiveram-se, a estupidez toma decisões! Como é bom ser-se humano e viver num mundo assim. Redondo. Hermeticamente fechado ao sonho, à ousadia, à inteligência!!
Viva Portugal!!

sábado, março 12, 2005

Estavam lindos. Todos! Elas, de vestido, com pouco jeito segurando os xailes, rostos maquilhados, olhares desafiadores de futuros plenos. Eles, de fato!, sem ténis, sapatos engraxados, mãos desajeitadas enfiadas nos bolsos, e gravatas de laços maternais. Sorriam, brincavam. Emocionaram-me!
Estavam lindos todos, os meus finalistas.
Que consigam passar assim na vida: - Vestidos a rigor, sorrindo ousadia, denunciando sempre falta de jeito para a vaidade!!

sexta-feira, março 11, 2005

A escola, o trabalho, a insistirem na destruição do sonho, no desfazer da alegria. Cada dia, nova chatice! De repente, sabe-se lá porquê..., a escola a vestir-se de rigor mal cheiroso, a intimidar, a levantar processos a jovens porque...são jovens! Onde vamos parar? Alguém sabe de um lugar para professor-sonhador algures em Portugal? Informem-me, eu vou! Só peço que não seja um espaço onde a estupidez tenha gabinete próprio...

terça-feira, março 08, 2005

Ele telefonou e o encontro aconteceu. Ela olhou-se duas vezes, ignorou as rugas, esticou-se nos saltos, escovou o cabelo e alinhou no convite. Sairam de casa procurando assunto. O que os unia? Pouco. Duas solidões a desencantarem-se, um jantar num sítio tranquilo, boa conversa, o pretexto de um dia diferente - da Mulher. Dela. E ela troçava dos dias, recusava felicidade ou atenção com data assinalada no calendário. Mas aceitara. Porque lhe apetecia a companhia, a diversão, porque ecoava insistentemente no seu coração, ou na cabeça?, uma melodia qualquer que repetia :"I wish you were here".
Foram os dois no carro que marcava, ele garantia!, "4º graus na rua e 22º cá dentro". A temperatura dela era outra.
O champanhe regou a conversa, oleou a alma, anestesiou os sentires, fez correr o desejo. Do arranjo da mesa ele arrancou uma flor, gerbera amarela, e disse "É para ti!". Ela não lhe contou que sentira um cheiro intenso a canela, a magia, a exotismo, a encantamento de um outro momento em que ele não estivera... Aceitou a flor, brincou com ela como lhe apetecia brincar com a vida.
Eram dois amigos. Muito amigos. À noite abraçaram-se, sentiram-se, indiferentes às recordações de grandes amores que insistam em espreitá-los.
Era o Dia da Mulher que, para ela, fez sentido na Noite da Mulher. Com uma gerbera, apenas.

segunda-feira, março 07, 2005

"Desculpe, mas a reserva para jantar é para um casal ou duas senhoras? Sabe, é que como é o dia da mulher..." - Não me irrito. Acabou a minha capacidade de reacção perante a estupidez! Perdoem-me a normalidade, mas que sentido faz um jantar romântico para duas mulheres? E, ainda que mal pergunte, que sentido faz o Dia da Mulher se não houver homens? Por favor, tirem-me deste filme actual de anormalidades! Deixem-me amar os homens, a cara barbada, o abraço forte, o cheiro diferente, o corpo quente, a voz intensa. Deixem-me achar piada a quem faz xixi de pé!!!

domingo, março 06, 2005

Acabou o domingo. Amanhã há mais. Do mesmo, claro...Escola e chatices, família e problemas, casa e solidão. Gira a vida, tão variada!!

sexta-feira, março 04, 2005

Tenho um ano a mais há quatro dias. Ou seja, tenho sempre, em cada dia, um ano a mais, a questão é, apenas, decidir quando os contar... Talvez por isso, ou por coisa nenhuma, perdi o sono.
É tarde, devia ir dormir. Mas não me apetece a cama, não me seduz o morfeu. Eu sei o que me seduziria, o que faria correr para o meu édredon de flores.
Sei, mas não digo. É que, às vezes, as palavras assustam o sonho...

Incrível como a vergonha passou de moda, a identidade não tem sentido, as casacas se mudam ao sabor dos ventos. Longe vão os tempos em que os ventos apenas moviam caravelas de sonhos e ousadias... Freitas do Amaral, um dos fundadores do CDS!, homem da Direita, da Democracia Cristã, vai ser ministro da esquerda, do Sócrates, do socialismo que eu tanto repudio!
Cada vez mais penso que não faz sentido existir em Portugal.
Se calhar, nem sequer faz sentido existir.

quinta-feira, março 03, 2005

Acordei hoje com Itália no coração. Na cabeça também. É uma mistura estranha, cheiros e cores, a benção do Papa a despropósito.
Será que preciso de benção?

Devia ter coragem para arrumar os meus papéis. Deitar fora os talões do supermercado, os escritos que apoiam a memória, as folhas onde há frases, opiniões, desabafos. Devia, também, arrumar os cd's que nunca estão na caixa certa. Porque será que o Cohen tem o vício de se enfiar na caixa do Cat Stevens e este na da Maria Bethânia?
Pois é, devia ser capaz de arrumar a minha vida...

quarta-feira, março 02, 2005

Tenho um saquinho de corações vermelhos. São de chocolate! Olho-os tentada, quero ignorar a razão que grita calorias aos montes... Pego num, com cuidado, e desembrulho. Como é possível que uma coisa tão pequena, e doce!, faça mal? e como é possível guardar ali amor, carinho, dor e saudades até? Trinco com força o coração. Com a força com que queria ser capaz de trincar a vida... Só que vida sabe-me mal. A gasta. A poeirenta.

terça-feira, março 01, 2005

Que maldita constipação! Choram os olhos tornados independentes, com vontade própria, corre o nariz indiferente ao preço exorbitante dos lenços de papel! Sinto-me fanhosa na alma, sem vontade de existir, desejando uma toca onde nenhum caçador, nem aqueles que usam furão, me pudesse descobrir.
Entretanto, para complicar o quadro, fiz anos. Envelheci. Mesmo! porque as datas marcam tempos que se cumprem, cruéis, indiferentes à vontade, mais ou menos intensa, de manter a juventude.
Fiz anos esquisitos. Estou com o Smart, vou dormir sozinha.
Maldita constipação!

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