sábado, outubro 29, 2005
Anda, vem para o pé de mim.
E ele vem! despe-se do social, veste-se de possíveis, dá o nó na gravata feita sonho e veste o casaco de amor que tem há tempos fechado no armário da conveniência. Abraça-me com força e diz para sempre, mesmo. Com verdade total. Traz-me um beijo novo, tecido de segurança, despido de humilhação. Eu recebo-o em festa. Tenho o mundo outra vez!
E ele vem! despe-se do social, veste-se de possíveis, dá o nó na gravata feita sonho e veste o casaco de amor que tem há tempos fechado no armário da conveniência. Abraça-me com força e diz para sempre, mesmo. Com verdade total. Traz-me um beijo novo, tecido de segurança, despido de humilhação. Eu recebo-o em festa. Tenho o mundo outra vez!
É sábado outra vez. Num instante vai ser domingo e vai começar mais uma semana. Esta noite muda a hora. É a mania dos homens de comandarem tudo, de controlarem os segundos. Vai ficar a noite mais longa, a minha insónia vai crescer. Vou, por isso, pedir ao sonho que me traga saudades quentes, vestidas de inconfessáveis, despidas da realidade. Depois, vou abraçá-las com força e fingir que são verdades...
domingo, outubro 23, 2005
E o tempo não pára. Sucedem-se segundos e minutos, repetem-se tristezas, eternizam-se monotonias. Queria uma vida diferente. Apetecia-me, e como!, um Glauco de novela, personagem ousada que, por amor, faz tudo. Mesmo tudo!
Pois é, eu vejo novelas... E sabem-me bem! sou feliz meia hora por noite, sorrindo face aos amores dos outros!
Pois é, eu vejo novelas... E sabem-me bem! sou feliz meia hora por noite, sorrindo face aos amores dos outros!
terça-feira, outubro 11, 2005
Tenho por cima da minha banquinha de cabeceira, mesmo ao lado do meu velho Cristo, uma fotografia do meu Pai jovem, jogador da Académica, meio ajoelhado ao lado dos companheiros de equipa. Ele olha-me de lá. Do tempo em que os tempos faziam sentido e construíam possíveis. Sugere-me que olhe o Cristo, conta-me da sua confiança n'Ele. Mas eu não consigo acreditar.
Queria o meu Pai comigo, ao meu lado. Para me pedir o jornal, para festejar a vitória do nosso presidente da Câmara, para me olhar cúmplice face ao vazio que nos rodeia.
Preciso tanto dele!!
Queria o meu Pai comigo, ao meu lado. Para me pedir o jornal, para festejar a vitória do nosso presidente da Câmara, para me olhar cúmplice face ao vazio que nos rodeia.
Preciso tanto dele!!
domingo, outubro 09, 2005
Houve eleições hoje. Em Portalegre ganhou o meu candidato. Agora, o meu concelho vai ser mais vivo, dinâmico, com sentido.
Hoje, vou deitar-me mais tranquila. Lisboa, Porto, Sintra, Coimbra, Marvão Castelo de Vide, Alter do Chão, souberam dizer sim a um projecto com sentido e validade.
Pior, mau mesmo!!, foi a onda vermelha de Setúbal e do Baixo Alentejo. Porquê? porque esta gente não foi nunca ensinada a sonhar e a querer. Apenas a obedecer.
Mas, um dia, eu acredito, Portugal vai mudar.
Como Ele disse: - "É Hora!"
Hoje, vou deitar-me mais tranquila. Lisboa, Porto, Sintra, Coimbra, Marvão Castelo de Vide, Alter do Chão, souberam dizer sim a um projecto com sentido e validade.
Pior, mau mesmo!!, foi a onda vermelha de Setúbal e do Baixo Alentejo. Porquê? porque esta gente não foi nunca ensinada a sonhar e a querer. Apenas a obedecer.
Mas, um dia, eu acredito, Portugal vai mudar.
Como Ele disse: - "É Hora!"
quarta-feira, outubro 05, 2005
Hoje é feriado. Dia da República, das bananas..., dia de fazer festa sobre o regicídio, dia de tentar esquecer sonhos perdidos. Os republicanos tinham um sonho. Mas a ideia morreu e, hoje, só resta mesmo um dia de descanso. Faz-me confusão este feriado. Carrega-me a alma do peso de ser portuguesa da geração de incapazes...
segunda-feira, outubro 03, 2005
Houve um eclipse do sol. Ficou quase noite às dez da manhã, os portugueses ficaram de nariz no ar e olhos no céu. Intimamente, cheguei a acreditar que pudesse acontecer algo de excepcional. Quem sabe uma chuva de senso e razão nestas gentes que parecem enlouquecidas? Mas não. O sol voltou e ficou tudo igual.
Para mudar Portugal não bastam fenómenos astronómicos....
Para mudar Portugal não bastam fenómenos astronómicos....