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segunda-feira, abril 30, 2007

Que estafa! Tenho andado de um lado para o outro, com os meus alunos, praticando o sonho sob o lema que aprendi na Academia de Coimbra: - "Para além da utopia!".
Tudo começou há oito dias, nos dias 23 e 24 de Abril. Fomos ao Jogo do Parlamento. Discutimos, conversamos, surpreendemo-nos, indignámo-nos. Dias de acção intensa que os verbos bem definem. A democracia é feita de concessões, garantia eu à Vera irritada e desesperada. E ela a garantir que não, que não lhe apetece ter de suportar a estupidez. Como a compreendo...
Perdemos o EUROSCOLA! O Tiago, excesso de auto-estima?, perdeu-se na comunicação e falhou. Estava triste o meu Tiago. Eu a desculpar, afinal é assim que se cresce, errando, aprendendo. O caminho faz-se andando, garanto sempre!
Coimbra chegou então. Convite da Associação Académica, de uma Academia a festejar 120 Anos de existência!!, e, no "trilho da Europa", lá estivemos conversando e analisando esta Europa com 50 anos, o processo de Bolonha que está em vigor. Fantásticos os meus meninos! A intervir, a brincar, a fazer jus ao lema da AAC que tanto nos fascinou "PARA ALÉM DA UTOPIA!"
O Filipe garantia "como queremos que esta escola, organizada de acordo com o modelo do século XIX, tenha sucesso no século XXI?" Ah! Como o Filipe tem razão!!
Foram dois dias de fazer sentido, de aprendizagens activas. Ouvimos o Prof. Dr. Rogério Leitão que nos encantou. Quem tem medo da Turquia? , perguntava ele. E nós, com medo até de Espanha, a deixarmo-nos levar pela confiança que ele transmitia.
Estou cansada. Exausta! Dormi pouco e mal, três numa cama só, residencial foleira e de má qualidade. Mas senti o que há muito tempo não sentia: - O meu trabalho vale a pena!!

domingo, abril 22, 2007

Pronto, voltei. É sempre assim: quando se está bem, o tempo esgota-se! Mas carreguei energias, entrei na Catedral (paga-se para rezar!), visitei a Torre de Ouro (exposição sobre os Descobrimentos espanhóis! curiosa a História vista ao contrário), comi churros ignorando as calorias e senti o que é estar no meio de um país estrangeiro.
Voltei.
Encontrei o Portas a cantar de frango, nem a galo chega..., lamentei a realidade do CDS e a tristeza deste país que tanto amo!!
Amanhã vou para Lisboa, levo os meus alunos para a Sessão Nacional do Jogo do Parlamento, vou passar o dia na Assembleia da República e discutir a Europa. À noite, haverá um espectáculo e 3ªfeira continuarão os debates. Estou curiosa e receosa... Deus nos ajude!

quarta-feira, abril 18, 2007

Vou sair daqui. De Portalegre, de Portugal, da minha existência! Vou para Sevilha, para o Parque Maria Luísa, para os bairros típicos, para os bares cheios de tapas saborosas. Ah! Como me apetece sair daqui, recarregar o sonho, esquecer que existe José Sócrates, o nosso governo, o país também...

terça-feira, abril 17, 2007

Um louco matou mais de 30 jovens numa Universidade dos Estados Unidos. Morreu também. As televisões portuguesas, com a especificidade que as caracteriza, garantiram, aliviadas, que não havia nenhum português entre os feridos. Como se a morte de um português tornasse mais hediondo o crime... O assassino, diz-se, andava à procura da namorada. Não percebo. Ninguém pode perceber a violência gratuita! Confunde-me a liberdade dos EUA que persegue, quase prende, quem fuma um cigarro num lugar público e, simultaneamente, vende armas a toda a gente. País de contrastes ou de non-sense total??

domingo, abril 15, 2007

Sempre as velhas fotografias mexem no mais fundo dos meus sentires! A propósito de um fim de namoro, da necessidade de renovar as molduras, de novo as minhas meninas se fizeram pequenas. A praia, as bocas sujas de gelado, os olhares divertidos, os abraços fortes à volta do meu pescoço, o Baleal, tudo se faz verdade e dolorosamente hoje. Dolorosamente porque não posso tocar-lhe, voltar atrás, envolver as minhas meninas nos meus braços protegendo-as das ondas fortes, do frio do fim de tarde, dos leões marinhos que, nas histórias que então contava, surgiam para moer o juízo às focas descuidadas. Agora, já não sou capaz de as proteger e vejo-me impotente perante a vida cruel que as faz chorar.
Estou ao lado delas, sempre estarei, mas já não consigo que durmam sossegadas e seguras por me saberem perto.
Agora, há o mundo dos crescidos que é delas também. Sofrem, enfrentam ondas violentas que nem sequer trazem o cheiro forte do mar. Cheiram a desilusão, a impossibilidade, a dor intensa. Queria tanto poder resolver as mágoas delas com o meu abraço forte e as mil histórias inventadas...

quarta-feira, abril 11, 2007

Passo novo: salta, avança, passo base e cruza! fica lindo o quick step! Eu viajo. É um salão imenso, Viena, uma orquestra afinada e os braços firmes, acolhedores, que me fazem rodar, saltar, cruzar. Está cheio o salão. Mulheres sorriem, vestidos longos, homens cheios de charme, costas direitas, sorriso e abraço firmes, murmuram segredos que fazem corar. Deve ser bom morar num filme assim.

terça-feira, abril 10, 2007

Afinal o homem não pode construir pontes, só estradas de difícil circulação... Porque houve umas complicações e a embrulhada ficou a boiar no mar de porcaria em que se afunda este país!
Que vergonha ser-se mentiroso e fraudulento! Que vergonha ter-se feito parte de processos de favorecimento! Que vergonha encerrar a pseudo Universidade para não permitir que a verdade se esclareça! Que vergonha ter um canudo da Universidade Independente!!
Que vergonha ser-se português num Portugsl assim...

segunda-feira, abril 09, 2007

Passou a Páscoa. Houve missa, aleluia, vontade de acreditar e fé feita cumprimento de tradições. Festa de Vida, também. E a mesma vida a fazer-se difícil, torcida, cheia de incompreensíveis desavenças, de dificuldades de acertar passos a dois.
É complicado ser pessoa, existir para além do cumprimento das funções básicas de qualquer ser vivo... Olho à minha volta vendo-me a mim também. Eu faço parte do todo, desse mesmo todo que não entendo, critico, repudio por vezes. Eu, como muitos decerto, procuro sentidos para a existência, lógica para as acções, cumplicidades nos sentires. Procuro, e não encontro. De resposta, só o constante esbarrar com a evidência de coisa nenhuma.
Na Páscoa, ontem mesmo, o Padre Nuno garantia que Jesus Cristo venceu a Morte. Eu quero acreditar que sim. Mas a vida assim, é agonizante ainda...

sábado, abril 07, 2007

Ligo o computador e salta uma qualquer publicidade "Há quanto tempo não realiza um sonho?!". Depois, oferece dinheiro. Daquele que se oferece barato e se paga muito caro. Apetece-me responder que nem sempre a realização de sonhos depende de euros. Que há sonhos que não se pagam. Que os financiamentos emocionais excedem os juros astronómicos do Portugal de hoje...
Sábado de Aleluia!!
Aleluia!!

sexta-feira, abril 06, 2007

6ªfeira Santa. Dia de Paixão, de morte e de Fé. O meu Pai gostava de ouvir a sirene às três da tarde, na rua, rezando baixinho. Acreditava na ressurreição, no poder do Amor sobre a morte. Hoje vou ouvir a sirene sozinha. Sozinha sempre porque o meu Pai já não se emociona mais com o uivar dos cães que sempre acompanha a sirene. Sozinha, porque sou assim. Só.

quarta-feira, abril 04, 2007

Sim, claro que vamos jantar fora! Fechamos a porta ao vento, ao frio que insiste em incomodar a Primavera anunciada. Vamos só os dois. Ao fundo está o mar, azul-azul, salpicos de ondas de naus que já houve. Sim, já sei, não queres que proteste o desencanto do meu país, não queres que deixe a conversa resvalar para a política que me tenta e tu não queres presente. Vou fazer-te a vontade.
Vejo o mar intenso e sinto dentro de mim as emoções que navegam, soltas, oscilando em ondas de pensares relativamente correctos.
Peixe, claro! Grelhado, com ervas cheirosas, verdes cozidos, sangria de champanhe para acompanhar. Damos as mãos e esbarramos os olhares que deixamos misturar. Vemo-nos por dentro, histórias comuns, experiências únicas vividas a dois. Quantas vezes já procuramos o mar, o jantar junto à janela, a cumplicidade da noite e o perfume da sangria de bolinhas? Tantas. E, ao mesmo tempo, tão poucas. Porque é sempre excessivamente pouco o tempo de sonhar a vivência de cumplicidades amantes. Sentes a nuvem que me escurece o olhar e empurra-la para longe com uma ameijoa à espanhola que me fazes saborear. Tão boa!! Queres que acredite que com a vida é assim também, que se pode vivê-la com temperos ousados, ervas aromáticas, gostos de mar e terra, sabores de magia. Quero acreditar-te e, por isso, tento enganar a nostalgia triste que começa a invadir-me. Falo-te de saudades. Tantas! Respondes com o agora, o faz-de-conta de um momento que engana rotinas estafadas. Alinho. Porque o sargo está delicioso, o mar fantástico e as tuas mãos nas minhas me prometem o Nirvana. É uma viagem que conhecemos bem, os dois.
Rimo-nos. O Hotel de Charme aguarda-nos. O quarto morno, acolhedor, onde andou Eça também!
É Páscoa, são férias de existência, é tempo de fazer os sonhos ganharem sentido, garantes. E eu quero que sim, que seja verdade, que o amanhã não chegue e que o sargo não acabe mais...

domingo, abril 01, 2007

Uma assoadela ranhosa interrompeu a missa.
O senhor padre Nuno, a meio do Padre Nosso, puxou do lenço do fundo do bolso das calças, manobra perigosa que meteu levantar as vestes longas e vermelhas, e assoou-se com força. O microfone, riscos da modernidade, atraiçoou-o e amplificou a assoadela. Foi de peso... À minha frente, um miúdo, calças de ganga e inquietação de 9 ou 10 anos, torcia-se a rir. Os olhos vermelhos, as mãos a tentarem fugir ao aperto que a mãe lhes impunha. Também eu me ri. Para dentro. Mas com muita vontade!! Deus há-de perdoar, o humor é uma benção!!

Domingo gelado e vítreo. O meu pardal bate no vidro, tem frio também, as penas eriçadas. Dormi mal, pouco, a tendinite a chatear ainda, fazendo coro com os sentires. Hoje é Dia das Mentiras. Ironia ridícula quando a mentira existe todos os dias... Ontem, que ainda seria por exclusão de partes Dia da Verdade, o CDS deu mais um show de infantilidade e estupidez, o EXPRESSO denunciou as falcatruas de formação académica de Sócrates e do céu cairam pedras. No Mercado, o lindo Mercado da minha cidade, houve bailarico e massa frita. Fui lá, vinda da aula de agility com os meus cães, e sorri com vontade perante os casais roliços que, ao ritmo do "aperta, aperta com ela", aqueciam as bochechas bem vermelhas. Este é o meu país!

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