sexta-feira, dezembro 31, 2004
Ainda é dia 31 do velhinho 2004! O RCP garante que me dá a melhor música de sempre e enche a minha noite de agitação. Propõe dança, champanhe, festa, tudo o que não me apetece.
Aqui, num espaço onde ainda é possível o silêncio, eu deixo correr os dedos pelo teclado do meu computador. (Ainda me fascina a forma como letras soltas formam mistérios, contam histórias, arejam almas e pintam sentires.)
Daqui a pouco vou dormir. Vou levar comigo as gôndolas de Veneza, as cores de Sienna, a magia de Florença e os cheiros de Pádua. De dentro de mim vou arrancar companhia e vou sonhar. Orientado e quente.
Porque hoje é fim de ano!!
Aqui, num espaço onde ainda é possível o silêncio, eu deixo correr os dedos pelo teclado do meu computador. (Ainda me fascina a forma como letras soltas formam mistérios, contam histórias, arejam almas e pintam sentires.)
Daqui a pouco vou dormir. Vou levar comigo as gôndolas de Veneza, as cores de Sienna, a magia de Florença e os cheiros de Pádua. De dentro de mim vou arrancar companhia e vou sonhar. Orientado e quente.
Porque hoje é fim de ano!!
31 de Dezembro de 2004. Último dia de um ano péssimo. Agora as pessoas desejam, sinceras ou não- não interessa nada!-, um Ano Novo muito bom. Os votos repetem-se, sociedade de globalização também intelectual?, enchem-se de muita saúde, felicidade, fim de guerras. No fundo, ninguém acredita no que diz e todos alinhamos neste faz de conta colectivo que, apesar de tudo, dá novo fôlego à necessidade de existir.
Logo à meia noite vai beber-se champanhe, espumoso, cerveja, vinho tinto que seja. Vai procurar-se a embriaguez de uns momentos para anestesiar, talvez, a entrada num futuro já presente.
Eu vou dormir.
Logo à meia noite vai beber-se champanhe, espumoso, cerveja, vinho tinto que seja. Vai procurar-se a embriaguez de uns momentos para anestesiar, talvez, a entrada num futuro já presente.
Eu vou dormir.
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Estamos a chegar ao fim de 2004. Ainda bem! Foi um ano rafeiro, de má qualidade, cheio de acontecimentos trágicos, penosos, de má memória.
Agora é tempo de fazer o funeral. As pessoas preparam a festa, fala-se de mil e uma passagens de ano, de sonhos a cumprir, de diversão obrigatória.
Hoje é ainda dia 30. Amanhã é mesmo o fim. Depois...
Agora é tempo de fazer o funeral. As pessoas preparam a festa, fala-se de mil e uma passagens de ano, de sonhos a cumprir, de diversão obrigatória.
Hoje é ainda dia 30. Amanhã é mesmo o fim. Depois...
terça-feira, dezembro 28, 2004
Estive a passar um bocado do serão com o Fernando Pessoa. Ou melhor, com o Fernando António porque, hoje, ele queria falar de destino, de coincidências, de como, por ter nascido a 13 de Junho, recebeu os nomes do Santo. Eu queria falar-lhe de Itália, de Veneza, de Pádua também. Conversámos um bom bocado, andámos pelo absurdo do ser, lemos a duas vozes poemas, falei-lhe ainda de Sophia e do mar. Em lágrimas, hoje de Beleza e emoção, falei-lhe das minhas angústias.
Ele disse-me que esquecesse a busca de sentido das e nas coisas; garantiu-me que a arte é uma distracção, por vezes sincera..., da razão, sugeriu-me que desistisse de buscar causas para a existência. Contei-lhe, porque temos já um grande á-vontade, que apesar de muitos pesares não consigo simplesmente ignorar o mundo. Os outros. Afirmou que os outros são ficções da nossa consciência social. Propôs-me que olhasse para dentro. Inconformada, disse egoísmo. Riu. Sem absinto nem ópio, riu de verdade e mandou-me procurar o Sá Carneiro. O Mário, claro.
Ele disse-me que esquecesse a busca de sentido das e nas coisas; garantiu-me que a arte é uma distracção, por vezes sincera..., da razão, sugeriu-me que desistisse de buscar causas para a existência. Contei-lhe, porque temos já um grande á-vontade, que apesar de muitos pesares não consigo simplesmente ignorar o mundo. Os outros. Afirmou que os outros são ficções da nossa consciência social. Propôs-me que olhasse para dentro. Inconformada, disse egoísmo. Riu. Sem absinto nem ópio, riu de verdade e mandou-me procurar o Sá Carneiro. O Mário, claro.
Não sou grande adepta da língua inglesa. Muitas vezes, brincando a sério, digo aos meus alunos que é uma língua de origem bárbara, fingindo, nesses momentos, ignorar as barbáries de romanos e gregos... Mas hoje deu-me para pensar que, das línguas que conheço, só os ingleses conseguiram dar o devido destaque à impossibilidade de se ser o outro! Ou seja, quando eles dizem "if I were you..." excluem, imediatamente, a hipótese de o serem de facto. Nós, povos de língua românica, pelo contrário, usamos e abusamos do "se eu fosse tu..." ou "se eu fosse ele" ou "se eu fosse a vocês" num constante hábito de julgar e condenar os outros. É tão fácil entrar no faz de conta que somos o outro. É tão bom poder dizer "eu faria; eu diria; eu decidiria (...)". Vestimos uma capa de todos poderosos, ficamos cheios de certezas, descarregamos sobre o outro a nossa certeza e convicção, fundadas na impossibilidade de viver experiência alheia, e disparamos. Lindo!
Pois é, hoje gosto da língua inglesa. Porque assume a impossibilidade que, para nós, parece ser uma realidade: - Ser o outro!
Seria bom, penso, que no próximo ano aprendessemos um pouco com os ilhéus da Grã-Bretanha e deixassemos de abusar deste hábito, muitas vezes doloroso para o outro, de condenar e julgar o próximo.
Pois é, hoje gosto da língua inglesa. Porque assume a impossibilidade que, para nós, parece ser uma realidade: - Ser o outro!
Seria bom, penso, que no próximo ano aprendessemos um pouco com os ilhéus da Grã-Bretanha e deixassemos de abusar deste hábito, muitas vezes doloroso para o outro, de condenar e julgar o próximo.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
O meu computador foi passar o Natal fora. Haja independência! resolveu aceitar um vírus e foi embora, para um espaço com muitos outros computadores, festejar o seu Natal. Eu fiquei aqui, no meu canto, vivendo a magia de um tempo frio carregado de cheiros e cores doces. Apeteceu-me até, espírito natalício?, acreditar que é possível ser-se feliz, que a ternura existe e a cumplicidade se pode tecer a dois. Fiquei optimista, neste Natal!
E ganhei um presente lindo...Um bunny sutra!!
E ganhei um presente lindo...Um bunny sutra!!
domingo, dezembro 19, 2004
VENEZA
Apetece-me Veneza. Um espaço diferente, único, onde possa esquecer que existe Portugal, que existe Lisboa, que existo eu.
...Revejo a ponte dos suspiros, trazida pela imaginação, e esqueço os lamentos dos condenados. São as iluminações de Natal – porque também em Veneza é Natal! -, que me enchem os sentires. Deixo que a gôndola deslize, espreito o homem que, com arte, conduz pelo canal que, porque a viagem é de sonho mesmo, nem cheira mal sequer. Olho o céu. Céu de Natal, brilhante, azul-verdadeiro. Não vejo lá o Menino, anjos tampouco, mas vejo o risco branco do avião que corta as nuvens brancas. Então encosto-me ao ombro seguro e fecho os olhos, deixo o ondular suave da gôndola embalar-me para outro mundo ainda.
...É um mundo novo, nunca visitado, sem política, onde tudo faz sentido. No trono, porque mesmo sendo uma república há um trono lindo, senta-se o amor. Ao lado, conselheiros atentos e conscientes, a verdade e a compreensão, de mãos dadas com a ternura e ousadia. A música vem de violino e eu deixo-me encantar. Não há fadas, nem bruxas, mas há possíveis de azul e branco, rindo, descontraídos, desconhecendo o poder do euro, do dólar até. Entreabro os olhos, de mansinho para não assustar o sonho, e certifico-me que ele está lá ainda, firme, embalando a minha sonolência, acarinhando o meu sonhar. Reparo no homem do remo. Alto, jovem ainda, com lenço vermelho e um olhar de quem consegue, ainda que com um remo só, levar a vida também a bom porto. Os canais apertam-se agora. Vejo outros casais, vejo a felicidade vestida com mil cores e sinto o Natal que as iluminações tornam ainda mais quente.
Um dia nasceu um Menino Mágico. Era uma noite também assim, com luz e estrelas, com brilho especial, com frio intenso. A ideia do Menino Deus nas palhinhas, ou as gotas que saltam do canal, ou o calor morno que me aguçam os sentires, molham-me o rosto. Ele sente. Sorri e não comenta.
Porque não há comentários para uma lágrima boa, porque o silêncio tem muito que dizer, porque, naquele momento, de novo passamos junto da ponte dos suspiros de onde o Casanova escapou. Eu não queria um Casanova. Tampouco queria escapar. Se pudesse, e hoje posso, eu quero ficar eternamente ali, sob o manto de luzes e estrelas, abraçada no quente do ombro silencioso, deixando que o homem do lenço me conduza pelos canais cheios.
Quero um Natal diferente. Só a dois, sem família, sem saudades, sem ausências, sem presentes, sem azevias, sem filhós, sem missa do galo, sem televisão e sem notícias. Aquele era o meu Natal. O primeiro de muitos Natais de uma nova vida, de um recomeço real, verdadeiro, tão possível como os possíveis que, sempre de azul e branco, continuam rindo na corte do Amor...
Apetece-me Veneza. Um espaço diferente, único, onde possa esquecer que existe Portugal, que existe Lisboa, que existo eu.
...Revejo a ponte dos suspiros, trazida pela imaginação, e esqueço os lamentos dos condenados. São as iluminações de Natal – porque também em Veneza é Natal! -, que me enchem os sentires. Deixo que a gôndola deslize, espreito o homem que, com arte, conduz pelo canal que, porque a viagem é de sonho mesmo, nem cheira mal sequer. Olho o céu. Céu de Natal, brilhante, azul-verdadeiro. Não vejo lá o Menino, anjos tampouco, mas vejo o risco branco do avião que corta as nuvens brancas. Então encosto-me ao ombro seguro e fecho os olhos, deixo o ondular suave da gôndola embalar-me para outro mundo ainda.
...É um mundo novo, nunca visitado, sem política, onde tudo faz sentido. No trono, porque mesmo sendo uma república há um trono lindo, senta-se o amor. Ao lado, conselheiros atentos e conscientes, a verdade e a compreensão, de mãos dadas com a ternura e ousadia. A música vem de violino e eu deixo-me encantar. Não há fadas, nem bruxas, mas há possíveis de azul e branco, rindo, descontraídos, desconhecendo o poder do euro, do dólar até. Entreabro os olhos, de mansinho para não assustar o sonho, e certifico-me que ele está lá ainda, firme, embalando a minha sonolência, acarinhando o meu sonhar. Reparo no homem do remo. Alto, jovem ainda, com lenço vermelho e um olhar de quem consegue, ainda que com um remo só, levar a vida também a bom porto. Os canais apertam-se agora. Vejo outros casais, vejo a felicidade vestida com mil cores e sinto o Natal que as iluminações tornam ainda mais quente.
Um dia nasceu um Menino Mágico. Era uma noite também assim, com luz e estrelas, com brilho especial, com frio intenso. A ideia do Menino Deus nas palhinhas, ou as gotas que saltam do canal, ou o calor morno que me aguçam os sentires, molham-me o rosto. Ele sente. Sorri e não comenta.
Porque não há comentários para uma lágrima boa, porque o silêncio tem muito que dizer, porque, naquele momento, de novo passamos junto da ponte dos suspiros de onde o Casanova escapou. Eu não queria um Casanova. Tampouco queria escapar. Se pudesse, e hoje posso, eu quero ficar eternamente ali, sob o manto de luzes e estrelas, abraçada no quente do ombro silencioso, deixando que o homem do lenço me conduza pelos canais cheios.
Quero um Natal diferente. Só a dois, sem família, sem saudades, sem ausências, sem presentes, sem azevias, sem filhós, sem missa do galo, sem televisão e sem notícias. Aquele era o meu Natal. O primeiro de muitos Natais de uma nova vida, de um recomeço real, verdadeiro, tão possível como os possíveis que, sempre de azul e branco, continuam rindo na corte do Amor...
sábado, dezembro 18, 2004
É quase Natal. E como eu detesto o Natal... Incomoda-me a obrigação das compras, no repetido verde-código-verde que me despeja a conta e a alma!
Dantes gostava do Natal. Dos cheiros, sobretudo. Cheiro a musgo, a fritos, a perú, a couves cozidas (brgh detesto!!!) ovos moles e mel. Cheiro de abraços, de noites compridas e boas também.
Agora não gosto do Natal. Também não gosto da vida. Mesmo sem Natal.
Dantes gostava do Natal. Dos cheiros, sobretudo. Cheiro a musgo, a fritos, a perú, a couves cozidas (brgh detesto!!!) ovos moles e mel. Cheiro de abraços, de noites compridas e boas também.
Agora não gosto do Natal. Também não gosto da vida. Mesmo sem Natal.
domingo, dezembro 12, 2004
Foi para o hospital. De repente, gemendo de dores, o meu menino pequeno foi internado e o apêndice retirado. Agora está lá, deitado, olhos negros-intensos no lençol branco com letras azuis - HDJMG. E ele quer saber o que são as letras, e quem é o dono que põe o nome nos lençóis. Eu brinco, porque é bom brincar com a doença, troçar da dor, e digo-lhe que o hospital não é de ninguém. Ele insiste. Haverá quem leve os lençóis para casa? Porque têm de ter nome? e, os dois, tentamos inventar sentido para aquelas letras de um dono morto: - Homem Doente Já Manda Gemendo. Ele ri, mas não gosta. Quero outra coisa, mais de verdade tia! e tentamos de novo: - Hoje Dormimos Juntos Muito Gamadinhos! - Ri outra vez, com jeito por causa da barriga que dói, com mais vontade. Agora quer saber se o dono não se vai zangar de nós brincarmos com o nome dele. Agora sou eu quem ri. Quem me dera que todas as zangas viessem por estas razões...
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Parece que foi feriado hoje. Dizem. Eu não dei por isso, estive todo o dia a olhar para dentro de mim e a descobrir que, ao fim de 44 anos, não sei quem sou, não me conheço, há cantos que nunca varri na minha arca de sentires e recordações. Lá fora acho que estava sol e frio. Eu vivi o frio, o quente, a turbulência de um marmoto, a paz de um oásis.
Agora, noite, perdi o oásis e estou no meu deserto de ser.
Agora, noite, perdi o oásis e estou no meu deserto de ser.
terça-feira, dezembro 07, 2004
O Mário Soares está na televisão a festejar 80 anos. Ao lado a mulher, simpática, casaco de astracã, bom e verdadeiro, pérolas ao pescoço. O ismo que ele defende desambientado...
Eu vejo-os. Estou cansada hoje, um dia a tentar descobrir, numa formação de teatro, o corpo que tenho e o que posso fazer com ele. Apetecia-me ter pedido que me ensinassem o que fazer com a minha alma, com os meus sentires... O corpo conheço. Demais.
E o Mário Soares em festa de gala. E eu com vontade de estar em festa também, de colar de pérolas, levada por um braço firme e másculo a provar que o corpo faz, de facto, sentido.
Sinto-me burguesa e prosaica.
Eu vejo-os. Estou cansada hoje, um dia a tentar descobrir, numa formação de teatro, o corpo que tenho e o que posso fazer com ele. Apetecia-me ter pedido que me ensinassem o que fazer com a minha alma, com os meus sentires... O corpo conheço. Demais.
E o Mário Soares em festa de gala. E eu com vontade de estar em festa também, de colar de pérolas, levada por um braço firme e másculo a provar que o corpo faz, de facto, sentido.
Sinto-me burguesa e prosaica.
segunda-feira, dezembro 06, 2004
Apetece-me um mundo de proibidos. Apetites que não ouso confessar, desejos e ambições que nem me atrevo a nomear.
Se o meu coração teclasse, hoje o meu texto teria mil cores, quentes, cheirosas, saborosas mesmo. Porque o meu coração não tecla, vou meter-me na cama com um bom livro e uma caneca de leite morno.
Vida alternativa, a minha!
Se o meu coração teclasse, hoje o meu texto teria mil cores, quentes, cheirosas, saborosas mesmo. Porque o meu coração não tecla, vou meter-me na cama com um bom livro e uma caneca de leite morno.
Vida alternativa, a minha!
domingo, dezembro 05, 2004
Domingo. Fugiu a RFM, na sintonia certa deixou ruídos incómodos. Liguei-me ao Rádio Clube, também serve, também faz boa companhia.
O smart está chato hoje, incómodo. Talvez adivinhando a neura que me invade, faz-se notar, pede colo, faz-me sentir que existe vida para além de mim. É bom. Bom, porque, às vezes, deixo-me absorver pelo meu eu e esqueço que o sol nasce indiferente aos meus sentires. Que eu não valho nada, mesmo.
O smart está chato hoje, incómodo. Talvez adivinhando a neura que me invade, faz-se notar, pede colo, faz-me sentir que existe vida para além de mim. É bom. Bom, porque, às vezes, deixo-me absorver pelo meu eu e esqueço que o sol nasce indiferente aos meus sentires. Que eu não valho nada, mesmo.
sábado, dezembro 04, 2004
Meia noite e meia hora. Tantas meias numa hora tão mágica!! É sexta -feira ainda. Não, é sábado. Mas é um sábado incipiente, sem história, por isso, para mim, é sexta-feira à noite. Devia ir dormir. Há quem garanta que o sono traz juízo, calma, razão, bom-senso. Eu, indiscutivelmente, prefiro os sonhos acordados, temo o descontrolo do sono e, por isso, não quero ir ao encontro dos fantasmas do meu dormir. Gosto desta hora, silenciosa, parada, parecendo que até os problemas se escoaram no breu da rua.
Olhei há pouco a noite, há luar, a cidade brilha lá em baixo. Em miúda, quando?, numa noite assim, espreitei e vi o Pai Natal! Só podia ser ele, riscando o céu, rápido. Hoje, já não tenho Pai Natal...
Olhei há pouco a noite, há luar, a cidade brilha lá em baixo. Em miúda, quando?, numa noite assim, espreitei e vi o Pai Natal! Só podia ser ele, riscando o céu, rápido. Hoje, já não tenho Pai Natal...
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Sexta-feira à noite. Comigo, na minha sala, com o smart a dormir à lareira, uma montanha de recordações. Saudades também. De fundo, a televisão traz-me o Pinto da Costa, os árbitros, as declarações de um país que, se fosse de verdade, deveria declarar-se encerrado. Para remodelação. Profunda...
Baixo o som do aparelho e desfio recordações. Tantas sextas-feiras boas que já vivi! Era noite de saída, de possíveis pela desnecessidade de horas. Agora, adulta, sobram horas para os possíveis feitos impedimentos.
Será a vida, talvez.
Baixo o som do aparelho e desfio recordações. Tantas sextas-feiras boas que já vivi! Era noite de saída, de possíveis pela desnecessidade de horas. Agora, adulta, sobram horas para os possíveis feitos impedimentos.
Será a vida, talvez.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Acabou-se o governo. O PR, mais uma vez com mascarada solenidade, anunciou o fim da era Santanista. De verdade, para mim, quem acabou com o governo foram os pseudo-inteligentes da baixa política. Foi o super-Aníbal, o Big-Freitas, o Oco-Soares, que proclamaram contra tudo, profetizaram desgraças, fizeram a cabeça, tarefa fácil aliás, do PR. Agora, segue-se o desgoverno. Os esquerdosos esfregam mãos, quais abutres, espreitam os restos e preparam-se para comer os despojos, chupar o cadáver de Portugal. Já hoje se falava em nomes para ocupar as futuras vagas. Que vergonha de país! Que vergonha de políticas e de políticos!
O Santana só fez asneiras, é verdade. Mas o Guterres? E o Soares? E os sábios e poderosos que fizeram o 25 de Abril e não foram capazes de, sobre a esperança de então, construir NADA???
Podre país... Hoje é dia 1º de Dezembro. Deveríamos estar de luto, chorando...
O Santana só fez asneiras, é verdade. Mas o Guterres? E o Soares? E os sábios e poderosos que fizeram o 25 de Abril e não foram capazes de, sobre a esperança de então, construir NADA???
Podre país... Hoje é dia 1º de Dezembro. Deveríamos estar de luto, chorando...