terça-feira, março 28, 2006
Fui para a Holanda, Maastricht, com uma mala carregada de vinho tinto e chouriço - era preciso fazer um jantar de produtos típicos. Até levei cacholeira e, claro, não faltaram os rebuçados de ovos.
Voltei com uma mala carregada de sonhos, de desafios, de projectos, de vontade de mudar o meu mundo profissional. A diferença deve ser essa: Lá fora, os sonhos alimentam existências, vive-se com alma!; por cá, o chouriço e o vinho tinto alimentam barrigas, vive-se para o intestino... Pior: - Muitas vezes o intestino (grosso) parece estar directamente ligado ao cérebro...
Voltei com uma mala carregada de sonhos, de desafios, de projectos, de vontade de mudar o meu mundo profissional. A diferença deve ser essa: Lá fora, os sonhos alimentam existências, vive-se com alma!; por cá, o chouriço e o vinho tinto alimentam barrigas, vive-se para o intestino... Pior: - Muitas vezes o intestino (grosso) parece estar directamente ligado ao cérebro...
sábado, março 18, 2006
Sábado. É o meu dia preferido, Talvez por ser o último, ou por não ter de cumprir rotinas, ou apenas porque sim.
Curiosamente, não casei num sábado. Era 5ªfeira! Estava um dia de sol, eu era a mulher mais feliz do mundo e, em Espanha, à noite, acreditei que tinha mesmo atingido o Paraíso. Então tinha um ombro largo onde ancorava tristezas e despejava angústias. Sei lá porquê, as tempestades viraram o meu barco e o Adamastor passou a integrar os meus sonhos. Mas, apesar de tudo, ainda sonho com o Cabo da Boa Esperança!!
Curiosamente, não casei num sábado. Era 5ªfeira! Estava um dia de sol, eu era a mulher mais feliz do mundo e, em Espanha, à noite, acreditei que tinha mesmo atingido o Paraíso. Então tinha um ombro largo onde ancorava tristezas e despejava angústias. Sei lá porquê, as tempestades viraram o meu barco e o Adamastor passou a integrar os meus sonhos. Mas, apesar de tudo, ainda sonho com o Cabo da Boa Esperança!!
quarta-feira, março 15, 2006
Se eu vendesse desilusões, enriqueceria num instante. As minhas desilusões avolumam-se, fermentam e, deve ser só para me chatearem..., não se tornam em barreiras de novos sonhos!
Porque insisto em sonhar diferenças? Porque continuo a desafiar possíveis? Porque não deixo que o calo que me endurece a alma me impeça de sonhar?
Ah... Eu queria um mundo diferente! E, na impossibilidade de o conseguir, QUERIA uma escola dinâmica, feita de gente que pensa e ousa. Se eu pudesse, eu faria uma escola de pessoas. Sem campainhas, sem limites ao sonho, sem alunos postos na rua. Com gente que ri, que ama, que acredita, que faz! Se eu pudesse, na minha escola falar-se-ia de verdade, de realidades, de necessidades de ser.
Mas eu não posso. Eu só posso, enquanto a minha alma masoquista resistir, provocar os meus alunos, puxar-lhes pela essência e fazê-los ser únicos.
Um dia eu não vou já ter forças.
Porque insisto em sonhar diferenças? Porque continuo a desafiar possíveis? Porque não deixo que o calo que me endurece a alma me impeça de sonhar?
Ah... Eu queria um mundo diferente! E, na impossibilidade de o conseguir, QUERIA uma escola dinâmica, feita de gente que pensa e ousa. Se eu pudesse, eu faria uma escola de pessoas. Sem campainhas, sem limites ao sonho, sem alunos postos na rua. Com gente que ri, que ama, que acredita, que faz! Se eu pudesse, na minha escola falar-se-ia de verdade, de realidades, de necessidades de ser.
Mas eu não posso. Eu só posso, enquanto a minha alma masoquista resistir, provocar os meus alunos, puxar-lhes pela essência e fazê-los ser únicos.
Um dia eu não vou já ter forças.
terça-feira, março 14, 2006
Insisto em investir no sonho. Caio, faço feridas fundas, volto a cair antes que as crostas sarem completamente e não desisto...
Para falar de sonhos, de poesia, da magia que pode ser estar vivo, surgiu a Semana do Português na escola que - tenho de me convencer! - não é minha. Não há dúvida que sou contraditória. Aberrante? Talvez. Eu, que detesto "os Dias", quis uma Semana inteira. Valha-me a mania das grandezas! Bem feita pois para mim, quem me manda sonhar?, a minha Semana transformou-se em desilusão (mais uma) no campo profissional.
E eu vou virar materialista. Mesmo! Vou jogar no Euromilhões. Quero ser rica.
Depois, hipermilionária, vou fazer um Colégio à minha medida, não à medida dos outros. E vou ousar desafios, vou construir oficinas de seres que são sendo! Hélas! Que aliteração feliz!!
Para falar de sonhos, de poesia, da magia que pode ser estar vivo, surgiu a Semana do Português na escola que - tenho de me convencer! - não é minha. Não há dúvida que sou contraditória. Aberrante? Talvez. Eu, que detesto "os Dias", quis uma Semana inteira. Valha-me a mania das grandezas! Bem feita pois para mim, quem me manda sonhar?, a minha Semana transformou-se em desilusão (mais uma) no campo profissional.
E eu vou virar materialista. Mesmo! Vou jogar no Euromilhões. Quero ser rica.
Depois, hipermilionária, vou fazer um Colégio à minha medida, não à medida dos outros. E vou ousar desafios, vou construir oficinas de seres que são sendo! Hélas! Que aliteração feliz!!
segunda-feira, março 13, 2006
Tenho uma farpa funda n'alma. Espetaram-ma à traição, enquanto eu contemplava sonhos e tecia possíveis.
domingo, março 12, 2006
Às vezes, vezes demais, o Pinóquio faz-se presente e a mentira entra na minha vida sem sequer trazer o fascínio do faz de conta... De repente, sinto-me ainda mais enganada, mais defraudada, menos pessoa. Então, desejo mais ainda a Verdade plena, mesmo quando se veste de mil incómodos, afirmando-se total e completa.
Decididamente, não gosto de mentiras. Sinto, sempre, que as palavras se prostituem para adquirir sentidos que não lhes pertencem.
Queria tanto um mundo de verdade. Verdade total! Ornada de carinhos, envolta em ternuras. Verdade mesmo.
Decididamente, não gosto de mentiras. Sinto, sempre, que as palavras se prostituem para adquirir sentidos que não lhes pertencem.
Queria tanto um mundo de verdade. Verdade total! Ornada de carinhos, envolta em ternuras. Verdade mesmo.
segunda-feira, março 06, 2006
Estou sentada com o meu portátil em cima da camilha. O smart está repimpado na cadeira ao meu lado, que isto de se ser o único macho da casa dá privilégios. Felizmente, o smart não vê futebol, não espalha o jornal e aceita sempre as festas que lhe faço. O smart sabe quando eu estou triste. Olha-me fundo, vejo brilhar a bolinha negra que tem no fundo dos olhos, lambe-me e pede, uivando baixinho, que mande embora a desilusão.
Às vezes, tem êxito.
Às vezes, tem êxito.
domingo, março 05, 2006
Voltei Mas contrariada... É tão bom estar num país civilizado!!
Em Estrasburgo, contactando com colegas de diferentes nacionalidades, percebi (mais uma vez) como é longo o caminho que Portugal tem de percorrer para, no campo educativo, se aproximar dos seus parceiros europeus. Não há Arte no nosso ensino! A escola portuguesa continua fechada nos saberes teóricos, tantas vezes desactualizados e nada apelativos, longe - muito longe! - da dinâmica que a modernidade exige.
De Estrasburgo trouxe, também, a tristeza funda perante atitudes e comportamentos de alguns alunos. As miúdas portuguesas sabem palavrões de mais. Em geral, não vi privilegiar-se a cultura, a educação, a inteligência, a língua portuguesa.
Eu tinha a mania que compreendia os jovens. Mas estes? ! Estarei mesmo a ficar ultrapassada? É que eu detesto a vulgaridade!!!
Em Estrasburgo, contactando com colegas de diferentes nacionalidades, percebi (mais uma vez) como é longo o caminho que Portugal tem de percorrer para, no campo educativo, se aproximar dos seus parceiros europeus. Não há Arte no nosso ensino! A escola portuguesa continua fechada nos saberes teóricos, tantas vezes desactualizados e nada apelativos, longe - muito longe! - da dinâmica que a modernidade exige.
De Estrasburgo trouxe, também, a tristeza funda perante atitudes e comportamentos de alguns alunos. As miúdas portuguesas sabem palavrões de mais. Em geral, não vi privilegiar-se a cultura, a educação, a inteligência, a língua portuguesa.
Eu tinha a mania que compreendia os jovens. Mas estes? ! Estarei mesmo a ficar ultrapassada? É que eu detesto a vulgaridade!!!