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domingo, março 30, 2008

Cada vez custa mais voltar. Reencontrar a vidinha, diminutivo oco e real, feita de faz-de-conta, tecida de saudade e mágoa. Estar longe é como fazer um intervalo na existência, reinventar o sentido das coisas, redescobrir essências perdidas. Ou gastas.
Sim, a vida gasta-se. Corrói-se em convivências cansativas, momentos desnecessários, ocupações ineficazes, sonhos por cumprir e saudades IMENSAS a fazer doer. Longe, na neve, parecia que tudo estava certo: - o frio, o branco fofo, as descidas rápidas, as gargalhadas, as comidas espanholas até! Mas, sei lá porquê, é obrigatório viver de acordo com regras que não entendo, de que não gosto, e por isso amanhã lá vou, sorriso plástico, dizer bom dia, que sim foram boas as férias, que claro que acho incrível a violência na escola Carolina Michaelis... E nem acho! Acho, apenas, que é um reflexo natural da imagem péssima e pungente que a sociedade dá aos jovens sobre os professores. Amanhã vou fingir que sim, que acho escandaloso. Vou dizer que sim a tudo, porque o não cansa. E eu estou cansada demais...

quinta-feira, março 20, 2008

Quando nasceu, amachucada e de olhos enormes, fixou-me fundo. Peguei-lhe chorando, sempre choro quando vejo nascer uma criança!, e enrolei-a aconchegando-a a mim. Em silêncio, jurei amá-la muito e sempre.
Agora, amanhã já, ela festeja os 18 anos! Incrível como o tempo voou e a minha menina cresceu. Hoje, os mesmos olhos imensos e negros, fogem aos meus por vezes, vestem-se de tristeza e de receios também. Eu continuo cumprindo a minha promessa: - Amando-a sempre, atenta, disponível e pronta a intervir. É a minha Leonor. A minha sobrinha preferida, a afilhada que eu tanto amo. Queria mesmo que ela fosse feliz... E por isso sofro também, tenho insónias e enxaquecas.
18 anos! Com muita coisa já para contar. Lembro-me dela sempre: - bebé dormindo comigo, no dia da Primeira Comunhão, na chegada à escola, montando a cavalo, a namorar, a esquiar comigo, a sorrir, a gargalhar, a chorar também. A minha Leonor!

quarta-feira, março 19, 2008

Acabou mais um doloroso período lectivo. Aliás, este ano tem sido sofrido mesmo, frustrante, ofensivo e humilhante. Mas chegou ao fim mais um período, houve reuniões, avaliaram-se os alunos e desejou-se uma boa Páscoa a toda a gente.
Vejo cada dia chegar cansado, oco, viciado numa rotina a cumprir que detesto e não quero. Queria mesmo ser capaz de viver a Páscoa por dentro. Queria ter forças para ajudar os meus alunos a crescer, para lhes alimentar o sonho, para os ajudar a crescer com força para construírem um mundo completamente diferente! Este segundo período fez-se de tanta agitação, de desentendimentos, de agressões, que me deixou a sangrar e faz ainda doer fundo. Magoa-me a Escola assim…
Há um poeta fantástico, um dos meus poetas-cúmplices, Alberto Caeiro, que diz que pensar é estar doente dos olhos, que vê cada dia como se fosse a primeira vez, que privilegia os sentidos e fala de coisas fáceis de ser feliz. Ele deve ter sido feliz. Porque foi sem ser existindo! Mas eu existo mesmo e não consigo lavar a alma, olhar cada dia como novo e único e desfrutar do que os sentidos me oferecem sem pensar. Por isso, com certeza por culpa minha, a Páscoa não me transforma, não me limpa o acreditar e não me deixa capaz de construir a mudança. Cheguei ao fim do segundo período profissionalmente infeliz. Por causa da maldita avaliação de desempenho, do estatuto do aluno, da ministra e sua equipa, de alguns colegas também. Ouvi gente, não pessoas!, afirmarem que os professores não fazem nada e nem tive paciência para responder… Porque aprendi, finalmente!, que perante a estupidez todas as razões são ineficazes, e eu descobri, eu conheço, muita gente estúpida. Há gente estúpida demais, e há excesso de estúpidos também...
Por isso, vou partir.
Com entusiasmo verdadeiro, vou virar costas ao Portugal que um dia amei e procurar a neve!
Há um fascínio especial na neve! As cores, o frio, a liberdade fantástica de descer uma montanha em velocidade vertiginosa, tornam o riso fácil, a vontade de acreditar intensa e a fé na humanidade quase possível. Durante uma semana inteirinha, vou esquecer que existe algures um país onde há uma Maria de Lurdes que me agride, uma equipa que me desrespeita e um quotidiano que me humilha! Durante oito dias inteirinhos, vou seguir Caeiro e olhar a neve branca e fria sem outra preocupação que não a de proteger-me do frio e voar nas encostas. Durante oito dias completos, a minha solidão não vai doer, as noites não vão ser compridas demais e as cumplicidades vão ser efectivas! Esta é a minha semana mágica! Deixo cá a Páscoa que me faz chorar, as saudades intensas que me fazem insónias, a solidão gelada que resiste ao casacão, a descrença no mundo que o meu país mata cada dia um bocadinho mais…
Depois, oito dias inteirinhos depois, se calhar volto. Mas diferente! Mais velha, mais livre e decerto muito mais purificada…

terça-feira, março 18, 2008

Reuniões, notas, escola vazia de alunos e, por isso, muito mais oca de sentido.
A ministra continua, as barbaridades também e a revolta que dói não pára de crescer. A juntar a tudo isto, veio o acordo ortográfico. O país colonizador, o Portugal das conquistas, descaracteriza a sua essência, a sua língua, e impõe alterações bárbaras.
Eu sei que a língua é dinâmica, viva, activa e em constante evolução; eu sei que as palavras se modificam. Mas eu também sei que vêem e vem não são sinónimos, que pára e para têm diferentes significados! Eu não percebo a utilidade, a razão ou necessidade, deste maldito acordo. Por favor, alguém ponha um fim neste governo louco!!

segunda-feira, março 17, 2008



"Pois é, falhámos a vida menino!" - E eu a desejar que não! A torcer para que o meu Ega, o Manel, sempre atrasado e de olhos profundos, seja capaz de agarrar a existência com força para, com o humor contagiante do Carlos, o Miguel!, acertar em cheio na vida.

Fugi de Portalegre, procurei o mar, passei dois dias no recanto mágico que é Porto Covo e pensei, lá também, imenso "nos meus meninos". Vejo a vida cada vez mais complicada, a educação a funcionar pessimamente e não consigo deixar de me preocupar por haver quem ouse roubar o futuro a miúdos como o Manel e o Miguel, a Filipa e a Joana, a Cátia e a Patrícia, o João e a Tânia, e todos os outros mil olhares que dão sentido à minha condição de professora...


quinta-feira, março 13, 2008



O João da Ega e o Carlos da Maia. O Manel e o Miguel. Duas turmas a descobrir os Maias, a construir aprendizagens efectivas, a aprenderem a ser Pessoas. Eu a deixar-me levar, a sentir que é por causa deles, só deles, só dos meus alunos, que a Escola faz sentido! A timidez a ser vencida, as amizades a cimentarem-se, os olhos a brilhar de gozo e entusiasmo. A Patrícia, firme no seu papel, tornando-se uma negreira perfeita; o João a dar corpo ao velho Afonso; o Tiago, o meu Tiago preguiçoso..., feito um Vilaça eficiente; a Cátia, ansiosa sempre, Oh setôra por causa do nervoso estou a ficar com manchinhas vermelhas..., a sorrir na esplêndida Maria Eduarda; o Miguel, o inigualável Miguel, a seduzir a plateia no papel de Carlos; o Filipe, calma setôra eu sei!, a tornar-se o romântico Pedro; a Cláudia, divertida sempre, com a preocupação do chique a valer num Dâmaso que, embora de voz fininha..., estava perfeito! E todos os outros, a Tânia, a Joana, a Liliana, a Marta (um Tancredo com pronúncia e tudo)! O Ricardo no som, com choro de criança, pase dobles de aficción, valsas e tiro até! Foram os meus meninos. Os meus alunos que me cativam, que me ofereceram uma fantástica semana em nome do Português!

Quero lá saber da ministra, das grelhas, do rigor mensurável dos objectivos, das aulas assistidas ou das titularidades burrocráticas! Por eles, pelos miúdos, vale a pena ser professora! Obrigada, miúdos!


quarta-feira, março 12, 2008

Acho que existe há milhões de anos. Li, sei lá já onde, que os incas o descobriram e lhe encontraram até poderes curativos. Eu descobri-o também, num tempo sem memória, e sou apaixonada por ele: Adoro chocolate! De todos tipos, com e sem recheio, com e sem amêndoas, de todas as cores também. De entre todos, no entanto, prefiro o negro forte. Intenso, escuro e másculo! Quando, muitas vezes, estou sozinha à noite, na cumplicidade e protecção da minha salinha, espreitando a Sé lá em baixo, trago chocolate para junto de mim e adoço memórias, engano mágoas, tempero sonhos... Tenho até uma música de eleição, cantada pela Marisa Monte, que se chama chocolate! Oiço-a muitas vezes, cantarolando-a mesmo porque aqui ninguém me ouve.
Hoje, deu-me para o chocolate. Porque, se calhar, sabe-me a vida a amargo. A azedo, também. Porque sinto, e compreendo, porque não só os sentires interferem, que estou a falhar a vida, a incumprir sonhos, a ignorar as estradas certas. Olho-me e pergunto-me porquê. Não encontro respostas mas constato justificações: - Olho a profissão e mergulho na mágoa funda. Desilusão também, sofrimento ainda. Não me convence a abertura anunciada pelo Ministério da Educação, não me seduzem os adiamentos anunciados, irrita-me o ar de condescendência assumido. Sabe-me a chupa-chupa de feira, feito de algodão rosa, dissolvendo-se num instante na boca sem dar prazer algum! A chocolate do bom, do melhor mesmo, do belga (o meu preferido) saber-me-ia a notícia de que iam ser extintos os titulares e se ia recomeçar o processo do início, com justiça, com rigor, sem contabilizar apenas sete dos mais de vinte anos de carreira que tenho…

terça-feira, março 11, 2008

A melhor coisa do mundo não são nada as crianças. São os meu alunos! Jovens com gargalhada solta, vontade de aprender, sorriso e cumplicidade a tecer. Só não me surpreendem todos os dias porque eu conheço-os. Mas encantam-me sempre na força que me transmitem.
Hoje, representaram Os Maias. Em grande! Vestiram a pele das personagens, dispuseram-se a investir numa prática efectivamente pedagógica, cresceram, de certeza. Só por eles, a escola faz sentido!
Quinta-feira repõem. Termo técnico para mais um momento de teatro de aprender a ser. Vou estar a aplaudi-los e a comover-me com eles!

segunda-feira, março 10, 2008

Socorro! Socorro! Socorro! Alguém me ajude! Eu sinto-me desiludida demais, dorida da vida, receosa de ser! Está a decorrer a minha Semana do Português e a indiferença, o alheamento do mundinho escolar, tira-me o sono. E eu até fiz grelhas objectivas... Das bonitas, cheias de números!
Preciso de sentir que a Escola ainda faz sentido! ou preciso de fugir de vez!
Não percebo porque tem de haver testes na última semana, não compreendo os olhares exaustos dos alunos, as faltas aos ensaios porque ainda há as (malditas!) explicações. Testes 4ªfeira, com o período a acabar na 6ª? Mas a escola são só os testes?Onde mora a Escola de EDUCAR, de fazer crescer e construir sorrisos vivendo cultura??
Para a neve, fuga fantástica, ainda faltam 15 dias...

domingo, março 09, 2008



Vou muitas vezes a Castelo de Vide. Gosto da bica de lá, do falar mordido e denso, dos bolos deliciosos da Pastelaria Sol Nascente. Às vezes, sozinha, perco-me pelas ruas frias e húmidas, construindo impossíveis de sonho.

Sexta-feira, por causa da minha colega Isilda (obrigada!) fui lá com olhos emprestados. Ou seja, fui ver o que já vi mil vezes, mas guiada por olhos conhecedores e descodificadores! Aprendi muito! E, para mim mais importante, descodifiquei alguns mistérios.

O pretexto foram os judeus. E eu nem gosto de judeus! Mas a razão foi o desejo de descobrir as leituras verdadeiras para algumas das minhas fantasias. Valeu a pena. Sobretudo, porque o mistério continua!!


sábado, março 08, 2008

Devia ir dormir. Devia ter juízo e desistir do sonho. Devia ignorar a forma como o Dandy me olha quando ralho por causa do xixi na carpete. Devia ser capaz de esquecer as imagens fantásticas que ontem, em Castelo de Vide, me fizeram tecer histórias com judeus de trancinhas e chapéus negros. Devia, afinal, desistir de ser pessoa e limitar-me a ser gente.
Mas não sou capaz!!! Tenho as emoções ao rubro, os sentires aos baldões. Apetecia-me agora um abraço intenso, terno e cúmplice. Apetecia-me confiar.

Doem-me as costas, a cabeça, e a alma também. Os portfólios justificam as costas, a desilusão a cabeça, para a alma bastam as saudades doridas, os desejos incumpridos, a humidade que enferruja o olhar.
Quase 100 mil professores encheram Lisboa e a Ministra mantém-se, o eng. Sócrates também. Até quando???

quinta-feira, março 06, 2008

Se Uderzo e Gosciny conhecessem Portugal, decerto ouviríamos Astérix exclamar:”Estes Portugueses são loucos!”… Mas, para azar nosso, a loucura vai muito para além da crítica bem humorada da banda desenhada.

O novo estatuto do aluno, suspenso (parece…) até ao próximo ano, é um amontoado de barbaridades! Primeiro, não se distinguem faltas justificadas de injustificadas (tanto faz um aluno ser operado de urgência ao apêndice como passar oito dias nos cafés e no passeio); depois, prevê provas de recuperação (uma prova recupera ou avalia??); a seguir, as medidas disciplinares implicam ouvir o aluno em “autos” (serão depois queimados em autos de fé? Ou santificados pela bu(r)rocracia?) E etc. Etc. numa imensidão de erros educativos e pedagógicos que, de certeza, só contribuirão para piorar o ensino, incrementar o facilitismo e formar cidadãos irresponsáveis, ignorantes e acríticos. De positivo, este novo estatuto parece só ter um aspecto, decerto o que satisfaz o governo…: as estatísticas! Vai acabar o absentismo! Pois se as faltas não importam!! Vão melhorar as estatísticas do abandono, também. Mas as pessoas não são apenas estatísticas!! Vai contribuir para a má formação da pessoa que é cada aluno!

Estamos a formar cidadãos inaptos, irresponsáveis e incompetentes! Mas vamos ter professores exímios em estudos estatísticos, preenchimento de grelhas e hipocrisia!! Em Portugal, se o aluno tem negativa, quem chumba é o professor. Que raiva!!!

Sem dúvida, no processo educativo os alunos têm de ser implicados de forma activa e responsável. Têm de trabalhar, de cumprir regras e normas, de se esforçar, de estudar! Um aluno que nada faça nunca vai aprender, por melhor que seja o professor e independentemente do número e tipo de grelhas e estudos estatístico que se fizerem. O aluno não é o desgraçadinho a quem o professor desculpa e para quem o professor faz malabarismos! Não! O aluno é uma pessoa (insisto!) a aprender a ser adulto, a adquirir conhecimentos, a desenvolver competências várias. Um estatuto do aluno como o que está suspenso, só faz sentido a par de um sistema de avaliação como o que não está (ainda) suspenso. Os dois deviam ser mortos e enterrados bem fundo! A bem de Portugal!

quarta-feira, março 05, 2008

Se a desilusão e a raiva matassem, eu era um cadáver! Eu não faço parte deste mundo, eu não compreendo estes falsos valores! Querem-me convencer que é importante conhecer as profissões e formação dos pais, para formular objectivos de aprendizagem para os filhos! Querem que acredite que um pai rico tem filhos com melhores notas! Determinismo?? No século XXI?? E onde fica o indivíduo livre, agente de saber, promotor de competências? Falam-me em percentagens, quantificam, medem. E eu queria medir a intensidade de um olhar curioso, a percentagem de sonho em cada momento, a índice de esperança na cabeça de cada miúdo...
O mundo está perfeito demais para mim! Eu sou só humana...

Uiva o vento. Chia a dor. Zune a saudade. Dilacera a desilusão. Chocalha o sonho. Sibila o desejo.
Verbos activos? Ou excessos contidos?

segunda-feira, março 03, 2008

Não, não são os anos que fazem engrossar as minhas recordações ou me tentam a desfiá-las. Nada disso. Esta vontade de memoriar, que é apenas o fazer memórias vivas, vem apenas da certeza de, como Pessoa afirmou, saber que a verdade só existe na reconstrução da sua memória "é como um terraço sobre outra coisa ainda//e essa coisa é que é linda".
Por isso, agora, na solidão triste de um serão a doer, sou feliz por antinomia na reconstrução de uma memória recente. Memória de uma manhã de sol, calor excessivo, em que os miúdos, porque os meus alunos são sempre os meus miúdos, me encheram de ternura e bolo de chocolate. Esperaram-me na sala, teste? - que importa a norma quando a ternura é transgressão? -, e fizeram-se meus num ser de cumplicidades tecidas. Desafinaram os parabéns que senti sinceros, ofereceram rosas - sete e vermelhas! -, sorriram e riram também. A Filipa, num papel rasurado e de difícil leitura, deu voz ao texto oferecido: - Eles, os meus meninos, a verbalizarem emoções, a dizerem coisas de gostar e de aprender! Os meus olhos ficaram húmidos, a alma cedeu. Acho que estou pouco habituada a experiências de carinho na minha Escola e, por isso, deixei cair a couraça e fui pessoa só. Mulher também. Depois, porque para aprender não temos de estar numa sala...,com eles fui ao Mercado. No velho mercado da minha cidade, fizemos planos de futuro e combinámos uma ida à Discoteca, a Praga também!
Agora, recupero a memória do momento, reconstruo-o e descubro o olhar maroto do João, a irreverência da Maria, a cumplicidade da Ana, a originalidade do Pedro, a preocupada perfeição do Eduardo, a simpatia preguiçosa do Tiago, a ternura da Filipa, a meiguice da Joana, a curiosidade do Bernardo, ... Os meus miúdos deram-me um presente único e exclusivo: - Uma lição de terna cumplicidade em construção!
E eu é que sou professora...

domingo, março 02, 2008


Este é o Dandy! Confirmei, não corre o risco de se transformar em Diva... O Dandy chegou no dia dos meus anos. É um teckel, raça da preferência da Rainha de Inglaterra (e minha também), baixote, com forte personalidade, leal e muito bom companheiro. Por agora, o Dandy é bébé, faz xixi na carpete, brinca e pede mimo. Eu pego nele ao colo, embalo-o, levo-o à rua e ajudo-o a subir as escadas. O Dandy vai tornar-se um bom companheiro, vai ser o meu confidente e, de certeza, não vai contar a ninguém das angústias que experimento. O Dandy tem tanta sorte que confia em mim, não teme o amanhã e nem sequer sabe que existem ministros. O Dandy nunca vai saber que em Portugal existem sócrates e rodrigues. Que sorte ser cão!!

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