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quarta-feira, abril 30, 2008

Indiferente à minha vontade, ignorando a minha desilusão cansada, o sol voltou a nascer. A vida continua. Ou repete-se.

terça-feira, abril 29, 2008

Dois dias para, ainda que com mágoa e dor, deixar que os meus alunos aprendessem a ineficácia da democracia em vigor. Dois dias a brincar aos deputados, a discutir, a opinar, para concluirem que só as maiorias contam, que não se constroem projectos, apenas se contam cabeças/votos. Foi assim no Parlamento dos Jovens. Dois dias a fazer doer o ser cidadão, dois dias cansativos a mostrar que, às vezes, a vida não faz sentido mesmo.
O Miguel e a Cátia, firmes, apresentaram o seu texto. Sem hesitações, sem engasgamentos, com a firmeza de quem preparou o tema e diz o que pensa, perderam. Ganhou a nulidade, o discurso politicamente correcto, previsível, eco da sociedade adulta que alimenta esta hipocrisia! Dois dias de cansaço e desilusão.
E amanhã a rotina impõe-se, as aulas voltam, a campainha toca e as agressões continuam. É assim que se aprende o sabor da Liberdade? Não acredito...
Por isso, com raiva dorida, faço-lhes a homenagem possível. Publico, aqui, o seu texto:
“Oh vã glória de mandar a quem chamastes Fama!”
Luís de Camões, in Os Lusíadas
EUROSCOLA
2007/08

UNIÃO EUROPEIA: PARTICIPAÇÃO, DESAFIOS e OPORTUNIDADES

A escolha do tema que, no presente ano lectivo, serve de mote ao desafio EUROSCOLA, não podia fazer mais sentido! Comecemos, numa tentativa de método e rigor, por o apresentar nos seus diferentes constituintes: União Europeia. Existe, para Portugal, há mais de 20 anos. Surgiu como sonho de ser igual aos iguais, num país ainda pouco habituado ao sabor da Liberdade. Portugal aderiu com entusiasmo, sem referendo, sem sequer se colocar a hipótese de não ser esta uma opção de sucesso. Hoje, o que se passa? Será que os portugueses sabem de facto, de forma activa e participada, o que é que significa a União Europeia? Não o cremos. Nunca foi feita uma pedagogia da Europa! Portugal descurou a formação de cidadãos europeus e, infelizmente, reduziu à forma de concursos e projectos, de participação voluntária, uma das principais áreas de formação dos cidadãos do novo milénio… Desafios. É uma palavra fascinante, tece-se de mistérios e aventura. Mas, para Portugal, significou um mundo a explorar. Os desafios que a UE nos coloca: - qualidade, competência, competitividade, rigor, sabedoria, participação, cidadania, não foi aceite pela maioria dos portugueses. Quantos, no interior de Portugal, naquelas cidades e vilas que não enchem comícios políticos, têm noção dos verdadeiros desafios que a adesão à UE nos lança? Terrivelmente poucos… Oportunidades. Que se esgotam no tempo se não forem aproveitadas… A UE tem um vasto leque de oportunidades no que respeita ao emprego, à inovação científica, às aprendizagens culturais e profissionais que, lamentavelmente, não têm sido aproveitadas, na sua maioria, pelos portugueses… Cremos, olhando o mundo que integramos, que Portugal tem, ainda, um longo e árduo percurso a cumprir na conquista do seu lugar de destaque numa Europa que se pretende seja de iguais e não de abissais diferenças.
Assim, sem dúvida é às novas gerações, aos jovens, que cumpre realizar o sonho Europeu, o sonho que, um dia, Jacques Delors iniciou. Cabe às novas gerações conhecerem a realidade europeia, responderem aos desafios lançados e aproveitarem as oportunidades existentes. Como? Não, decerto, imitando ou seguindo os passos da geração que, com canetas de ouro, assinou a entrada na UE! Não, decerto, imitando o hábito de olhar a Europa como um destino de férias ou umas feira de vaidades! Não! O que se exige às novas gerações, o que nós temos de ser capazes de fazer, é ganhar o respeito dos outros estados-membros pelas nossas atitudes e contributos. É tempo, pois, de despertarmos para um quotidiano diferente, onde a globalização é uma realidade, o terrorismo uma real ameaça e a justiça uma quimera. Não podemos mais fazer zapping quando o assunto é Europa, não podemos mais pensar que a política é com os políticos…Hoje, e deveria já ter sido ontem!, temos de ter a coragem de assumir a necessidade de investirmos, com seriedade e rigor, na formação para a cidadania europeia, na formação de cidadãos conhecedores, atentos, participativos. Numa palavra: - Competentes! Cremos que o maior desafio da Europa de hoje se prende, exactamente, com a capacidade que temos de ter para identificar, aproveitar e rentabilizar as oportunidades que, pertencer a uma tão grande e tão diferente família significa. Não podemos nós, portugueses, continuar a dar pouca atenção à União Europeia! Temos de fazer da UE uma presença constante no nosso quotidiano. Para isso, e porque são medidas práticas que urge tomar, defendemos o investimento sério, responsável e consciente, na educação: - Temos de melhorar a nossa competência na língua inglesa, urge desenvolver competências cívicas, é imprescindível que as novas gerações conheçam, e compreendam!, o novo mundo que lhes vai ser legado! A era dos subsídios, o tempo dos projectos em torno da fauna e da flora, acabou! Agora, é preciso termos capacidade para olhar para além do hoje, pois só assim poderemos construir um amanhã de sucesso!
Hoje, não há mais espaço para, apenas, se festejar a glória de se ser Europeu. Deixemos, como Camões há quase cinco séculos pedia, o gosto pelo poder e pela glória, esqueçamos as vaidades que, ainda que vestidas de belas palavras, fazem os homens mesquinhos! O tempo é de acção, participação e conquista de um mundo onde as muitas diferenças deverão constituir a grande força propulsora do sucesso do futuro!

domingo, abril 27, 2008

Ouvi, num qualquer intervalo noticioso da minha RFM, dizerem que o senhor Presidente da República tinha ficado muito surpreendido, e preocupado, com o número, elevadíssimo (86%??) de jovens que não se interessa por política. Estranhei o espanto; a preocupação nem tanto. Então o senhor Presidente não conhece o país que integra? Não tem noção de que mais de metade da população, só para ser optimista…, não tem nenhum respeito pela maioria dos políticos e, consequentemente, nenhum interesse pela política? Não acredito! Eu considero o Dr. Cavaco Silva um homem informado e sensato, penso que tem desempenhado muito bem o cargo para que foi eleito e, de verdade, não acredito que não soubesse do efectivo divórcio entre os jovens e a política. Talvez, penso, os números, o Dr. Cavaco é um homem de números, o tenham despertado e, se foi isso, ainda bem! Ainda bem porque, acho eu, é fundamental que os jovens (os não jovens também, mas ficará para outra hora) se interessem pela política, se preocupem com o mundo que integram, participem e actuem de forma construtiva! É incrível que, num país que há pouco mais de 30 anos vivia numa ditadura, não tenha havido a preocupação de ensinar a democracia, de formar jovens conscientes e responsáveis politicamente. Parte da responsabilidade deveria ter cabido ao Ministério da Educação. Mas, desse lado há muitos, longos e penosos anos que nada de bom surge! Limitaram a formação política dos jovens a concursos, de adesão voluntária e recaindo sempre em trabalho extra-curricular, e nunca foram capazes de olhar com verdade e eficácia para a nobreza a que obriga a política. (Deve ser por isso que temos os políticos que temos. Há excepções. Poucas… mas há.)
A nossa escola portuguesa, essa mesma que tão preocupada está em avaliar professores de forma acéfala, não soube, nem sabe, formar cidadãos politicamente conscientes. Esta escola, já escrevi isto tantas vezes…, não serve! Não responde às necessidades da actualidade, não é efectivamente moderna, não olha o indivíduo como um todo, não premeia a criatividade, não forma cidadãos críticos. A escola portuguesa, embora com computadores nas salas de aula, professores a preencherem grelhas e clima de suspeição em crescendo, não é uma escola do séc.XXI. Porque, nesta escola, os jovens reproduzem, imitam, parafraseiam. Esta escola não é da mudança para um mundo melhor mas, antes e ainda, a da reprodução de um mundo em decadência!
O Dr. Cavaco Silva quer que os jovens se interessem por política. Será bom que oiça quem sabe dizer como. Será bom que não desista da ideia de tentar (tentar…) levar o actual governo a modificar completamente a sua política educativa!
E eu queria ouvir o Dr. Cavaco defender uma escola nova! Feita de descoberta de saberes, de construção efectiva de seres! Se eu pudesse falar com o Dr. Cavaco, havia de lhe contar umas coisas que eu sei...

quinta-feira, abril 24, 2008

Canela. Destinos exóticos, possíveis coloridos, sonhos-verdade. Era o que me apetecia. Uma vida intensa mesmo, cheirosa e saborosa, uma sinestesia de felicidade!

quarta-feira, abril 23, 2008

Dia comprido, este do Livro! Aulas, reuniões (a maldita avaliação de desempenho), dança, sessão na Biblioteca, desejos aos saltos, revolta a doer!
Felizmente, o 25 de Abril está a chegar e numa coisa não falhou: - Trouxe um feriado...

segunda-feira, abril 21, 2008

Hoje o sol espreitou. A medo, como a minha confiança na vida, afastou as nuvens e sorriu. Depois, arrependido, puxou de novo o cobertor fofo e branco, escondeu-se e chorou intensamente. Como eu o compreendo...

domingo, abril 20, 2008

Touros, a euforia das Corridas, a cor do Campo Pequeno, a chuva torrencial, o hino tocado com milhares de portugueses em pé e em silêncio, os miúdos a aprenderem a ser pessoas; Tango, violino, piano, acordeão, palavras ditas em fatos riscados, negros e brancos, movimentos sensuais, eróticos até, da Ana Paula e do Pedro; testes para corrigir, erros que me doem, expressão vacilante, conteúdo nulo, angústia crescendo. Têm sido assim os meus dias: - feitos de sentires intensos, de pensares de doer, de recordações aos molhos e de sonhos incumpríveis! Depois, dói-me a cabeça. A mostrar que existe, que não sou apenas desejo e memória, sentires e ousadias.
Entretanto, o PSD agudiza a crise, oiço ao longe o barafustar da incapacidade, chegam-me os ecos da mediocridade. E tenho de arrumar os meus papéis, a minha solitária onde reina o caos e a desordem. Estou a viver, acho eu.

segunda-feira, abril 14, 2008

De repente, estava rodeada por ameaçadores sinais de sentido proibido. Parei. Restava-me uma hipótese e, por isso, a escolha foi simples... Meia rua e um larguinho. Mais sentidos proibidos. Parei de novo e. Que susto! Um dedo! Um dedo gigante, com falange, falanginha e falangeta, com unha e tudo, apontava inequivocamente o céu. Junto ao dedo intimador, a Igreja. Observei o dedo, o dedão!, e vi que tinha até rugas no granito de que era feito. Saí do carro, acho que procurava o corpo do gigante ali enterrado, mas não descobri nada. Continuei o meu circuito pelo labirinto em que se tornou a antes simpática terrinha de Alpalhão e lá descobri o caminho para Nisa.
Cheguei a Nisa. Parei junto à escola e... Outro dedo?! Olhei melhor e mais perto. Respirei de alívio: era apenas uma réplica (?) exagerada talvez, de um menir. Não vi o Obélix. Mas, quando ouvi ladrar, juro que procurei o Ideiafix...
Portugal é assim? Por aqui parece. Cheguei triste, hoje. Nem o dedo me divertiu.

domingo, abril 13, 2008

Grelhas e grelhas! Pretenso rigor, paranóia da objectividade... " promoveu estratégia de ensino-aprendizagem com elevada proficiência". E eu sem saber como se mede a elevada proficiência.... Será em metros ou em centímetros? Deverá tocar o tecto, ou a medida fica-se pela sensibilidade de quem avalia? Planificou as actividades lectivas. E vão ver todas? Planos de aula diários, num estágio contínuo? E quando é que vou ter tempo para ensinar, para ajudar a crescer, para alimentar sonhos?
Socorro! Socorro! Socorro!! Alguém trave a loucura colectiva!!!
Queria de volta as pessoas. As empatias, as minhas cumplicidades, o prazer de ensinar e de aprender! Tenho vontade de chorar!

sábado, abril 12, 2008

Estão a morrer as minhas referências, os amigos com quem cresci, aqueles que me fizeram ser quem sou. Devo, penso, estar a ficar velha. Só assim percebo que os adultos da minha infância possam partir, mas acho que era mais fácil, apesar de tudo, morrer eu. Oiço Sebastião da Gama, “Quando eu nasci, ficou tudo como estava”, e penso que se eu morresse também ficava tudo na mesma… Mas não quero morrer. Quero viver, ser avó, ver a Ministra da Educação ser substituída (o meu pior pesadelo!), ver o Jardim da Corredoura arranjado, ver o caminho para casa alcatroado, ver os meus alunos adultos de sucesso, ir à neve muitas vezes, tecer cumplicidades, partilhar longas noites de chuva e ternura, e dançar ainda muitos anos. No entanto, se eu morresse não ia ter tantas saudades daqueles que agora, depressa demais, me abandonam fazendo doer.
Tenho saudades dos amigos adultos da minha infância! Do senhor Graça, do senhor Alexandre, da dona Adelina pequenina e sorridente, do meu querido tio Eutíquio, da segurança de os saber ali, na retaguarda, prontos para intervir se a vida resolvesse castigar-me demais… Tenho saudades mais e imensas do meu Pai! Mas tenho todos os dias, sempre, num quotidiano que continua a fazer doer demais!!
A morte é condição humana, eu sei; todos os seres vivos morrem, sei também. Mas isso não me conforta, nem aquece a alma gelada! A morte surge incómoda, sempre abusiva, muitas vezes carregada de dor e deterioração, sempre trazendo lágrimas e saudade. Quando me cruzo com ela, ultimamente com excessiva frequência, fico a doer por dentro e por fora. Acho-a uma intrusa abusadora, rouba tudo sem nada dar em troca!
Esta semana, vi a morte numa outra perspectiva que me impressionou também. Vi na televisão a festa na cidade de Elvas por causa do crematório e da exploração do cemitério por uma empresa privada. Fez-me confusão. Sei que é um disparate, que obviamente é necessário preparar a morte e que deve tentar-se dar-lhe a dignidade possível. Lembrei-me do estado deplorável da Igreja de Santiago, que em Portalegre recebe a morte, e reconheci a importância do projecto real na cidade vizinha… mas fez-me impressão a morte na televisão, as empresas da morte, o orgulho da qualidade dos serviços agora inaugurados. Devo mesmo estar a abandonar de vez a tal voz sensata… Apeteceu-me assumir a minha dose de hipocrisia social e não olhar para a realidade. Eu quero ser cremada, já o disse muitas vezes, quero que lancem as minhas cinzas do alto do castelo de Marvão e que, depois, me esqueçam. Mas fiquei a pensar se isso não é também uma violência sobre quem tiver de o fazer, porque são serviços muito caros… E é estranho como, neste país, a qualidade tem de ser sempre tão cara! Se uma pessoa, ou a família, não tiverem dinheiro para o funeral, um indivíduo não pode ser sepultado? Nem cremado? Quer dizer que os ricos podem escolher o destino post-mortem e os pobres não? Será que um pobre, e há cada vez mais em Portugal, é enterrado enrolado num lençol? Eu não sou socialista, é facto conhecido. Não gosto de socialismos, e detesto em particular o actual que governa Portugal. Eu não tenho a mania das igualdades que nem sequer entendo, mas não percebo estas diferenças. Na minha modestíssima opinião, e aproveitando a ausência da tal voz porventura sensata, qualquer pessoa devia ter direito ao funeral que desejasse e o estado, o tal de direito de que tanto se fala, devia arranjar forma de dar aos seus cidadãos pelo menos isso: - O funeral desejado!

terça-feira, abril 08, 2008

Venta forte lá fora. Lembra o Monte dos Vendavais, faz medo até. O Dandy ladra furioso, o Buda encolhe-se na camilha e tapa os olhos com as patas. Eu oiço a fúria e penso que há outros ruídos me fazem medo maior... Por isso gosto do vento, da fúria e da força. Vim da dança, agora com mais meia hora de treino, e não me apetece ainda a cama grande. Apetece-me sonhar, orientar sonhos de impossíveis e viver momentos que ficciono com olhos húmidos. Desejo quem me oiça, sem recriminar, fazendo-me sentir que faz sentido existir!

domingo, abril 06, 2008

Mais uma semana a começar. Sei que o Domingo é o primeiro dia da semana, mas sinto-o sempre como o último. Não gosto especialmente de Domingos, prefiro Sábados e adoro a Sexta-feira à tarde. É a sensação de estar a chegar algo de bom, de tempo para mim, de espaço para sonhar livremente. O Domingo, pelo contrário, anuncia o retorno à rotina... Mas hoje quebrei a rotina e fui ao teatro a Monforte! O meu Pai dizia que Monforte seria a capital da cultura: - Tem os melhores toureiros, os melhores caçadores, os melhores atiradores, os melhores petiscos, - garantia. Não soube que tinha até um grupo de teatro!!! Um grupo simpático, amador mesmo, a desempenhar papéis com convicção e razoável dicção. Era uma peça de sátira social, "Nem putas, nem ladrões! era tudo boa gente...", bem conseguida, onde não faltavam os palavrões bem portugueses nem as piadas políticas. Há muitos anos que não via um teatro assim... Sala cheia, cortinas vermelhas, o senhor vereador a agradecer com o repetido "é da mais elementar justiça", crianças a chorar, senhoras a murmurar e homens a gargalhar. De repente, parecia-me ter recuado nos tempos e ter entrado numa narrativa de Camilo ou até de Eça!
Vim de lá olhando os campos, organizando emoções, recordando outras tantas idas a Monforte, e reparando na beleza dos campos desta terra que é a minha. Vim com novo alento. Vim convencida de que, de facto, o país não é mau. Quem o governa é que é péssimo...

sábado, abril 05, 2008

Sozinha no meu canto, mais um serão de sábado comprido, lembro o ontem, sonho o amanhã. Ontem, com os meus alunos, os miúdos da direcção de turma que tantas vezes me tiram o sono..., houve jantar e discoteca. Gargalhadas, cumplicidades, diferenças a fazerem-se semelhanças na busca de bons momentos. O João, o seu trio de Mosqueteiros, as imperiais, o Tiago em dia de anos, a Joana terrível, a Filipa refilona e doce, a Maria com o piercing na língua que me arrepia, o Pedro que tanto falta, a Tatiana senhora, o Bernardo que não foi ao Ténis, todos a obrigarem-me a acreditar que existir faz sentido. Tem de fazer. E a discoteca cansativa, o tum-tum-tum que não é música, as imperiais a desaparecerem deixando-me preocupada. Ontem...
Hoje, o silêncio da minha sala, não há Oceano Pacífico nos sábados, o ressonar baixinho do Dandy, os suspiros quase humanos do Buda, e um monte de desejos a confundirem-se na minha cabeça, na minha alma também.
Muitas vezes digo que a vida se cumpre num fazer de pequenas coisas. Hoje, duvido.

quinta-feira, abril 03, 2008

Não gosto de calor. Prefiro o frio limpo, a neve, ao exagero quente de matizados nas paredes e atmosfera macilenta. Mas, porque a vida está-se positivamente nas tintas para os meus prazeres, o calor chegou. Já há cobras na estrada, mosquitos nas janelas, moscas pegajosas nas paredes. A atmosfera adequa-se às vivências: - excessivas, cansativas, incómodas, gordurentas e dolorosas!!

quarta-feira, abril 02, 2008

Se a desilusão matasse, há muito eu era cadáver...
Mais uma reunião, prolongamento da guerra de nervos, continuação da aberração que, em Portugal, se chama Ministério da Educação. A Escola-sistema está a ruir, o caos instalou-se, as salas de aula são lugares estranhos, os alunos fazem o que querem, os professores recuam, encolhem-se, calam-se, ansiando apenas para que os deixem em paz!
Eu desejo uma nova hipótese. Um outro trabalho, uma possibilidade de ser pessoa! Dói-me a essência profissional, a desilusão humana, a desesperança feminina!
Será que não vai parar nunca esta situação? Estaremos definitivamente condenados a ser governados por facínoras incompetentes?
Apenas um facto me conforta: - Já não tenho filhas na Escola...

terça-feira, abril 01, 2008

Chegou sem gravata, sem fato escuro, sem aviso prévio. Veio com ritmo, ondas de mar venturoso, perfume de sonho, toque de nuvens. Com energia encostou-me ao peito largo e fez-se a rumba. Era um ambiente mágico, ritmado, alegre. Ouvia as ondas do mar inexistente, sentia o sal terno colar-se-me à pele e o meu corpo deslizava no oceano de emoções, procurando, talvez, o tal sonho por cumprir...
Deixei-me guiar, num movimento só, embalada no ritmo refrescante e morno onde os sonhos são possíveis. Acho que pisei uma nuvem, assustei um anjo e, de certeza, fiz o desejo corar de inveja!
Às vezes, acontece assim.

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