sábado, janeiro 28, 2006
Aconteceu muita coisa nestes tempos. Já temos outro Presidente da República, o que na prática não muda nada. Já choveu um bocadinho, o que também não mudou nada. Enfim, a vida vai-se cumprindo de nadas que fingem pretender ser alguma coisa. Eu continuo. Viva. Ou, pelo menos, com as funções vitais a funcionar correctamente. O que não funciona, há tanto tempo..., é o meu ser Pessoa por dentro. Mas também, se funcionasse, eu ia sofrer muito no isolamento da minha funcionalidade emocional...
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Sexta-feira. Dia de saídas, de festa, de libertação de quotidianos em novas repetições. De fins de semana, agora...
A televisão calei-a. Gritava um qualquer concurso de perguntas e milhões, desliguei. Como é bom poder carregar num botão e calar o que incomoda. À distância, ainda por cima, com comando.
Quero um comando para a vida!
Se o tivesse, agora carregava na tecla verde, da esperança, e a minha solidão ganhava nova cor. A seguir, na tecla castanha para ter uma chávena de café, canela e chocolate, na melhor das companhias. Depois, a tecla azul, do sonho, dar-me-ia mil possíveis... E ia então dormir. Na sexta feira, à noite!
A televisão calei-a. Gritava um qualquer concurso de perguntas e milhões, desliguei. Como é bom poder carregar num botão e calar o que incomoda. À distância, ainda por cima, com comando.
Quero um comando para a vida!
Se o tivesse, agora carregava na tecla verde, da esperança, e a minha solidão ganhava nova cor. A seguir, na tecla castanha para ter uma chávena de café, canela e chocolate, na melhor das companhias. Depois, a tecla azul, do sonho, dar-me-ia mil possíveis... E ia então dormir. Na sexta feira, à noite!
quinta-feira, janeiro 19, 2006
O mês de Janeiro é comprido demais. Estica, estica, dura, dura e nunca mais tem fim! Estou farta dele. Do mês, claro...
quarta-feira, janeiro 18, 2006
"...íssimo íssimo íssimo Cansaço". De ser, de sonhar, de tentar, de existir. E então fecho o livro com força, tiro a marca e não quero saber onde vou. Ou ia. Fica a história por escrever, a emoção por experimentar e o pensar por construir.
É nestas alturas que desejo que venhas. Como quiseres. De mansinho, correndo, com urgência sem dúvida. Que chegues e fiques. Fazendo do tempo imensidão, da realidade nada e do sonho o vivido.
É nestas alturas que desejo que venhas. Como quiseres. De mansinho, correndo, com urgência sem dúvida. Que chegues e fiques. Fazendo do tempo imensidão, da realidade nada e do sonho o vivido.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Dói-me o corpo. E tenho a alma a sangrar. Queria um penso rápido feito de ternura, um comprimido de amor e um emplastro másculo. Terapêutica exclusiva!
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Sete meses. Foi há sete meses que disse ao meu Pai Querido até um dia. Os dias têm-se sucedido, os tempos esgotam-se, há instantâneos bons, momentos mais ou menos, eternidades terríveis. Mas já nada é igual para mim: - Tenho saudades do meu Pai!
domingo, janeiro 08, 2006
A campanha eleitoral para a Presidência da República está a caminho do auge. Nesta tragédia (quase) perfeita que é Portugal, vive-se a pathós, o conflito. O clímax espera-se a 22 de Janeiro. Não me apetece aplaudir, ou sequer vaiar, os maus actores da deplorável representação. Vejo-os desfilar, reparo como o meu país tem paisagens bonitas, e não registo as promessas, os insultos, as parangonas.
Agora, neste preciso momento de um Janeiro frio e sem sumo, só me apetece seguir Álvaro de Campos:"Vão para o diabo! ou deixem-me ir a mim para o diabo sozinho! Não me peguem no braço!"
Agora, neste preciso momento de um Janeiro frio e sem sumo, só me apetece seguir Álvaro de Campos:"Vão para o diabo! ou deixem-me ir a mim para o diabo sozinho! Não me peguem no braço!"
terça-feira, janeiro 03, 2006
Já estreamos o novo ano. Chegou ufano mas, depressa demais..., tornou-se igual ao velho: - dificuldades, desilusões, problemas. Nem o champanhe, ou as passas, sequer a música, conseguiram lavar a alma da humanidade e fazer uma existência diferente. Que desilusão!!
É o tempo do nihilismo. É o tempo da degradação.
E a mim apetecia-me a cumplicidade, um abraço, o calor de coxas que se envolvem e de seres que são num. Coisas. Absurdos de uma existência feminina.
Humana? Talvez.
É o tempo do nihilismo. É o tempo da degradação.
E a mim apetecia-me a cumplicidade, um abraço, o calor de coxas que se envolvem e de seres que são num. Coisas. Absurdos de uma existência feminina.
Humana? Talvez.