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segunda-feira, dezembro 01, 2003

E o frio continua, no Alentejo que já não é de ninguém. No meio da serra, onde dantes a moura Maia encantava príncipes cristãos atrevidos, no espaço que era verde e corava de vermelho-paixão, timida vergonha de ousadas ternuras, nasce agora uma casa-prédio, sem telhado, varanda algarvia, caixote urbano. A Maia chora. Oiço-a de noite, embalada na minha nogueira, lamentando a beleza que os homens destroem. A Maia sabe de um espaço de outrora, de quando os sentires tinham espaço de ser, de quando a sua fonte corria. Os homens estragaram tudo. Os homens continuam a estragar tudo. Até quando?...

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