quarta-feira, abril 28, 2004
Dizem que ando triste, neura, infeliz. Perguntam-me porque escrevo coisas de doer. E eu respondo que tudo me dói! Dói a revolta da doença, a mágoa de um adeus, a angústia da saudade adivinhada. Para quê falar de flores, criticar a política, enumerar as evidências do quotidiano, se a minha alma - seja lá isso o que for - está sangrando de dor e mágoa? Porquê as doenças, a degradação, a certeza de um fim com prazo marcado? Porquê ter de aceitar a irracionalidade da morte daqueles que amamos?
Vou fazer uma pausa no meu Blog de sentires. Vou calar-me. Dói demais para poder falar e, se me apetece escrever para despejar a emoção dorida, não quero levar aos outros o meu desânimo. Adeus.
Vou fazer uma pausa no meu Blog de sentires. Vou calar-me. Dói demais para poder falar e, se me apetece escrever para despejar a emoção dorida, não quero levar aos outros o meu desânimo. Adeus.
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