sábado, abril 24, 2004
Era uma vez um sonho. Não, não me enganei, era mesmo um sonho que procurava alguém capaz de o sonhar. Era um sonho de afectos e coisas boas: - chocolates, todos com capas vermelhas, bolos cremosos, todos com nomes franceses, mulheres que nunca engordavam, homens que nem sequer ressonavam. O sonho andava por aí, à solta, desesperadamente procurando alguém capaz de o sonhar. Mas era um sarilho... Os jovens, inexperientes, apavoravam-se, fugiam amedrontados; os idosos, esgotados, sorriam e batiam a dentadura lamentando falta de tempo; os adultos, coitados, estavam cheios de pressa, atarefados, a correr para cumprir tarefas, para enganar a realidade. E o sonho bom, coitado, deambulava, qual Cesário, mas Vermelho - que isso do Verde não lhe dizia nada... - à espera de ser sonhado.
Eu, quando me contaram esta história, fui logo dormir...
Eu, quando me contaram esta história, fui logo dormir...
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