sábado, maio 22, 2004
Hoje bateu forte a saudade dos sentires. A minha mesmo. A que não tem explicação e me faz, até!, sentir a falta da cara conhecida da senhora da caixa do supermercado onde, todos os dias, largo os meus euros. Estive longe! Curioso como o longe se veste, também, de emoção. De sentires. Estive longe do meu espaço, das janelas do meu computador, das folhas da minha nogueira. Não vi enquanto as cerejas cresceram, ganharam cor, ficaram doces. Não vi partir os passarinhos que fizeram o ninho por cima da minha porta. Estive num hospital feio, cheio de brancos e humilhações, apertando uma mão doente que eu queria - MUITO - que ficasse boa. Lá tive saudades...
Voltei. Agora, de novo a minha solidão me faz companhia. Veste-se de sonhos por cumprir, de projectos eternamente adiados, de insignificâncias que preenchem horas, entrelaçam dias, fazem tempo. E apetecia-me também o meu blog. O espaço íntimo onde despejo o lixo que inunda os meus sentires. Sinto-me calma e, por antítese, angustiada. Apetece-me o poeta: - Dói-me a alma!
Voltei. Agora, de novo a minha solidão me faz companhia. Veste-se de sonhos por cumprir, de projectos eternamente adiados, de insignificâncias que preenchem horas, entrelaçam dias, fazem tempo. E apetecia-me também o meu blog. O espaço íntimo onde despejo o lixo que inunda os meus sentires. Sinto-me calma e, por antítese, angustiada. Apetece-me o poeta: - Dói-me a alma!
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