domingo, maio 30, 2004
Veio o calor. Fazia falta para distender a alma, para vestir de cor o guarda-fatos, para procurar o calor capaz de derreter o gelo da existência. Para mim, chegou na altura certa. Ando fria de medos, sustos, futuros que ameaçam chegar negros.
Gosto do sol, alma lusa?, do corpo estendido à beira d'água, da esperança renovada dos dias compridos do Verão. Quero acreditar que, como nas estações de cada ano, o homem consegue renovar-se e, por isso, os dramas quotidianos podem ser superados. Mas ando amarga. Custa-me digerir a revolta de ver a censura reinstalada, vestida de euros, mascarada de falsa liberdade. Gostava, desejava!, que a Liberdade existisse de facto. Que cada um pudesse dizer o que pensa sem medos, sem represálias.
Estaremos para sempre condenados à ausência da condição básica do ser-humano? Temo que sim... A não ser, oh! deuses!!, que o calor faça renascer a alma lusa ousada, aventureira, de outros tempos. Tão longínquos...
Gosto do sol, alma lusa?, do corpo estendido à beira d'água, da esperança renovada dos dias compridos do Verão. Quero acreditar que, como nas estações de cada ano, o homem consegue renovar-se e, por isso, os dramas quotidianos podem ser superados. Mas ando amarga. Custa-me digerir a revolta de ver a censura reinstalada, vestida de euros, mascarada de falsa liberdade. Gostava, desejava!, que a Liberdade existisse de facto. Que cada um pudesse dizer o que pensa sem medos, sem represálias.
Estaremos para sempre condenados à ausência da condição básica do ser-humano? Temo que sim... A não ser, oh! deuses!!, que o calor faça renascer a alma lusa ousada, aventureira, de outros tempos. Tão longínquos...
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