quarta-feira, junho 23, 2004
De repente, com um dedo pendurado, estava no Hospital. Um espaço renovado,obras recentes, a pretender ser humano, mas cheio de vazios e pleno de angústia e dor. No corredor, quadro macas alinhadas, encostadas à parede, lixo humano a aguardar a reciclagem em forma de um RX demorado. Batas brancas indiferentes que passam e perguntam dos golos, das vitórias. Piadas sem graça, num espaço a pedir ternura.
E entrei. Sala com maca no meio, três degraus de madeira, base dura, luz intensa sobre os olhos, dedo a sangrar, medo a doer. E é preciso coser! Anestesia? Não faz sentido, são três pontos apenas... E vale a pena a dor. A dor terrível, intensa, que magoa na carne e revolta a alma.
Porque será que os homens gostam de poder fazer sofrer? Não faz sentido que, na era da informática e da lua, um dedo cortado provoque tanta dor, tanto sofrimento. Onde ficaram os ideais vintistas de uma sociedade humanizada? Que revolta! Que raiva pela dor, por aquela mulher que, desde as nove da manhã!, aguarda às sete da tarde por uma hipótese de RX!!
De que servem tantas bandeiras numa Nação sem sentido?!
E entrei. Sala com maca no meio, três degraus de madeira, base dura, luz intensa sobre os olhos, dedo a sangrar, medo a doer. E é preciso coser! Anestesia? Não faz sentido, são três pontos apenas... E vale a pena a dor. A dor terrível, intensa, que magoa na carne e revolta a alma.
Porque será que os homens gostam de poder fazer sofrer? Não faz sentido que, na era da informática e da lua, um dedo cortado provoque tanta dor, tanto sofrimento. Onde ficaram os ideais vintistas de uma sociedade humanizada? Que revolta! Que raiva pela dor, por aquela mulher que, desde as nove da manhã!, aguarda às sete da tarde por uma hipótese de RX!!
De que servem tantas bandeiras numa Nação sem sentido?!
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