sábado, junho 19, 2004
Esgotou-se um sábado. E os sábados marcam os tempos: - porque são desejados; porque se vestem de horas e minutos que, tantas vezes..., são de ninguém. Sento-me aqui, nesta sala amarela, e relembro o meu sábado de junho. Há exames para corrigir, testes que falam de ditaduras por miúdos que, indiferentes ao Beresford ou ao Salazar, assistem à abstenção dos pais aproveitando para ir à praia. Vejo em cada teste um olhar feito de sonhos. É bom ter sonhos, poder imaginar e, acima de tudo, é bom ainda acreditar. Eu queria que na escola se ensinasse a paixão do sonho na descoberta dos poetas, dos escritores. Queria uma escola capaz de entender que hoje, século XXI, o umbigo de cada um é mesmo importante: - É lá que se põe o piercing...
Foi sábado. Eu vivi a minha solidão mascarada. Os outros? muitos o futebol! Que vida boa...
Foi sábado. Eu vivi a minha solidão mascarada. Os outros? muitos o futebol! Que vida boa...
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