terça-feira, junho 22, 2004
Está vento lá fora. É um vento de verão, quente, incomodativo, a lembrar-me Régio e a corda dos desesperados. Muitas vezes esta imagem me assalta: - o fim procurado. E eu não quero o fim! quero, tanto!, a confiança de um recomeço constante, cheio de possíveis, de sonhos a cumprir, de instantâneos de felicidade feitos momentos compridos de bons. Depois, confrontada com o meu "eu", rio-me de mim. Que ridículo sonhar, ainda, com o impossível. Até quando? Serei a alma inconformada que grita no silêncio a dor que dilacera? ou sou apenas uma mulher portuguesa, feita de desilusões, anseios, dores e desesperanças?
Haverá, um dia (nos tais "um dia" que me exasperam) a hipótese real da construção do sonho? O meu sonho. O da cumplicidade efectiva. O da plenitude.
Haverá, um dia (nos tais "um dia" que me exasperam) a hipótese real da construção do sonho? O meu sonho. O da cumplicidade efectiva. O da plenitude.
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