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quarta-feira, julho 28, 2004

A água da piscina sabe bem, refresca o corpo, engana a alma. Saio da água e abandono o corpo na cadeira de riscas, cor do mar!, que me deixa o céu como cenário. Passa um avião, deixa dois riscos no céu, não faz barulho. Aproveito a boleia e entro nele também, rumo a um país que não é.
Não aperto o cinto, não aceito a bebida que a hospedeira oferece. Peço champanhe, francês mesmo, subo mais alto ainda levada pelas bolinhas da bebida amarela. Chego.
É um lugar lindo! As rosas não têm espinhos, o sol não queima, o hotel tem o mar em frente e os lençóis brancos da cama não se desentalam nunca. Eu ouso. Aqui não há interditos, ameaças, amanhã. E eu estico o agora em ternuras feitas de muito corpo e imensa entrega. É bom!
Suada, volto à piscina, abandono a cadeira cor de mar e retorno aos sobreiros da minha existência.
É bom haver aviões...

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