segunda-feira, julho 19, 2004
Juntam-se professores, fala-se de ciência, de comunicação, de actos, ilocutórios e outros, de acção. Despe-se a palavra de histórias de sentidos e desmontam-se intenções. De repente, tudo fica oco. Onde estão as pessoas? Os olhares que amam, as mãos que se tocam, os corpos que se fundem? Onde cabe a humanidade, a que dá lugar aos Poetas, a que acolhe ainda o faz de conta do texto? Olho, procuro, e esbarro nos deícticos, na pragmática, na textualização de vazios.
Então, por aquela janela que alguém deixou aberta, vou embora. Vou procurar o lugar onde a comunicação ainda é possível, onde o sonho - esse amontoado de impossíveis desejados -, tem lugar para mim. Lá, também há crianças com vontade de aprender. E falo-lhes das cores das vírgulas, da música das palavras, da textura do verbo, do sabor da frase. Eles contam-me, ignorando pragmáticas e semânticas, do mundo a haver. E a semiótica é recriada: - Signos e símbolos de ser feliz...
Então, por aquela janela que alguém deixou aberta, vou embora. Vou procurar o lugar onde a comunicação ainda é possível, onde o sonho - esse amontoado de impossíveis desejados -, tem lugar para mim. Lá, também há crianças com vontade de aprender. E falo-lhes das cores das vírgulas, da música das palavras, da textura do verbo, do sabor da frase. Eles contam-me, ignorando pragmáticas e semânticas, do mundo a haver. E a semiótica é recriada: - Signos e símbolos de ser feliz...
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