terça-feira, outubro 05, 2004
Continua o calor. Incómodo, fora do tempo, a atiçar a saudade de chuva, vento, fresco bom carregado de energia. É feriado hoje, em Portugal. Um feriado sem sentido, uma data há muito esquecida. É feriado! Apenas a tentativa dos homens de prenderem tudo, de imortalizarem o tempo. Mas ele não se deixa prender e corre sempre, indiferente às datas que o calendário assinala, troçando das veleidades humanas.
Feriado. A existência em standby nas praias do Algarve, a miséria à espera nas ruas das cidades, nos campos abandonados.
Feriado. E acordei cedo na mesma, espreitei os pardais tontos de sono e sol, cumprimentei a nogueira carregada de nozes.
Feriado, muito cedo. Lembro outros feriados, longe, em que a cama fazia mais sentido e descansar sabia ainda a terra molhada.
Feriado. A existência em standby nas praias do Algarve, a miséria à espera nas ruas das cidades, nos campos abandonados.
Feriado. E acordei cedo na mesma, espreitei os pardais tontos de sono e sol, cumprimentei a nogueira carregada de nozes.
Feriado, muito cedo. Lembro outros feriados, longe, em que a cama fazia mais sentido e descansar sabia ainda a terra molhada.
Comments:
Enviar um comentário