domingo, outubro 03, 2004
Ele estava lindo. O olhar negro, o sorriso aberto, os cabelos alinhados, tentavam, sem êxito..., disfarçar a ansiedade/paixão que ele vivia. Sorria muito e, frequentemente, rodava no dedo o recente sinal de um futuro a construir. Ela, loira mesmo, era a personificação do Belo. Como ele, rodava o sinal abençoado. Por testemunha, para além dos muitos amigos, o Alentejo a perder de vista. Eu olhava-os e, sem controlo nos sentires, via-me a contemplar o meu sinal abençoado há muitos anos já. Esse sinal guardei-o, trancado, numa caixinha que muitas noites abro para recuperar os sonhos que a vida desfez.
Mas eles vão ser muito felizes! São lindos, jovens, cheios de fé e, eu juro que vi!, no momento solene o Alentejo afagou-os, de mansinho, numa carícia que os velhos sobreiros protegeram.
Mas eles vão ser muito felizes! São lindos, jovens, cheios de fé e, eu juro que vi!, no momento solene o Alentejo afagou-os, de mansinho, numa carícia que os velhos sobreiros protegeram.
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