domingo, outubro 24, 2004
É sempre assim no domingo à noite. Acaba o fim de semana, retorna cada um à sua vida e a solidão reinstala-se no espaço desarrumado. Hoje, chove. E eu quero fugir à banalidade de deixar chover dentro de mim, quero acreditar que é bom estar vivo, que faz bem ver partir todos e que é importante olhar cada semana como um presente sempre renovado. Mas custa tanto fingir... Ainda por cima, junto hoje ao meu serão de domingo uma raiva-frustrada e triste perante o meu quotidiano profissional.
É mesmo mau ser-se professor em Portugal! Não por causa das colocações, mas sim pela ignorância que nos pedem, exigem!, que mantenhamos. Queria tanto, hoje e agora, estar a acreditar numa sala de aula diferente, criativa, cheia de saberes a descobrir. E sei, "cum saber de experiência feito" - até esse eliminado!, que o meu Governo me exige que ensine pouco, que não deixe desenvolver-se o espírito crítico, que não desafie os jovens a ousar.
Que pena. É que era possível mesmo, sem sequer se gastar mais dinheiro, ensinar de verdade e educar a sério...
É mesmo mau ser-se professor em Portugal! Não por causa das colocações, mas sim pela ignorância que nos pedem, exigem!, que mantenhamos. Queria tanto, hoje e agora, estar a acreditar numa sala de aula diferente, criativa, cheia de saberes a descobrir. E sei, "cum saber de experiência feito" - até esse eliminado!, que o meu Governo me exige que ensine pouco, que não deixe desenvolver-se o espírito crítico, que não desafie os jovens a ousar.
Que pena. É que era possível mesmo, sem sequer se gastar mais dinheiro, ensinar de verdade e educar a sério...
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