quinta-feira, outubro 07, 2004
Tenho o Smart a dormir tranquilamente aos meus pés e invejo (coisa feia a inveja, mas real!) a vida de cão de luxo. Sim, porque cão de rua, daqueles escanzelados e cheios de pulgas e carraças, isso não é coisa que se inveje.
Mas a vida do Smart é invejável. Aqui, a aproveitar os últimos raios de sol da tarde que o velho sobreiro escoa, não está nada preocupado com o afastamento do Professor Marcelo, com a violenta estupidez da quinta das celebridades ou com o fim do mês que custa a chegar. Para ele a realidade é simples, e a amizade faz sentido! Olha-me no fundo dos olhos, começa já a adivinhar o meu estado d'alma e deita-se junto ao frigorífico quando lhe apetece leite fresco. Eu, quando me apetece o leite fresco, tenho de ir buscá-lo. Amizade? Começo a achar que é apenas uma entrada do dicionário. Para ele, sou eu.
Ah! Quem me dera ser cão! e, já agora, Smart...
Mas a vida do Smart é invejável. Aqui, a aproveitar os últimos raios de sol da tarde que o velho sobreiro escoa, não está nada preocupado com o afastamento do Professor Marcelo, com a violenta estupidez da quinta das celebridades ou com o fim do mês que custa a chegar. Para ele a realidade é simples, e a amizade faz sentido! Olha-me no fundo dos olhos, começa já a adivinhar o meu estado d'alma e deita-se junto ao frigorífico quando lhe apetece leite fresco. Eu, quando me apetece o leite fresco, tenho de ir buscá-lo. Amizade? Começo a achar que é apenas uma entrada do dicionário. Para ele, sou eu.
Ah! Quem me dera ser cão! e, já agora, Smart...
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