quinta-feira, novembro 04, 2004
O Arafat está a morrer, o Bush ganhou as eleições, os chineses estão por todo o lado, a Quinta das Celebridades bate records de audiência. É este o nosso mundo. Nesta tragédia colectiva, no momento em que é dos fracos e maus que reza a História, sinto como profundo non-sense afirmar que estou triste, que os meus sentires estão amachucados, os meus sonhos escondidos no baú secreto das desilusões. Ao mesmo tempo, ainda penso que é por se ignorar o "eu " de cada um, por se olhar a massas anónimas e números, que o mundo descarrilou. Pouco ou nada faz sentido, agora.
Se eu pudesse mandar por um dia... Obrigaria a humanidade a ser gente, a olhar para o lado, a pagar um sorriso e um beijo de imposto diário.
Felizmente, eu não posso mandar.
Infelizmente, eu não posso encolher os ombros e olhar as cores intensas do Outono...
Se eu pudesse mandar por um dia... Obrigaria a humanidade a ser gente, a olhar para o lado, a pagar um sorriso e um beijo de imposto diário.
Felizmente, eu não posso mandar.
Infelizmente, eu não posso encolher os ombros e olhar as cores intensas do Outono...
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