domingo, novembro 07, 2004
Sol de Inverno e Marvão a exigir visita. Procuro as pedras vivas, cúmplices de tantos momentos, o castelo firme, o café escondido, onde a bica, embora queimada, sabe a muitas histórias. De lá, de cima das muralhas, espreito o mundo cá em baixo. Tudo fica pequenino! Lá está o inoportuno campo de golf, a velhinha ponte romana, a curiosa barragem da apartadura. Encosto-me às pedras que conheço bem, quase sou capaz de dizer onde deixei cada sonho partido, onde confessei cada desejo, onde escondi cada desilusão. As pedras, estas, não são mortas mas cúmplices...
Viro costas à paisagem. Quero as muralhas para mim, quero que elas me protejam de mais agressões, de tantos ataques brutais, de excessivas flechadas de dor.
Vem um vento frio que sabe bem.
Sei que vou ficar com cieiro, e não quero saber. Se fossem só os meus lábios a secar...
Viro costas à paisagem. Quero as muralhas para mim, quero que elas me protejam de mais agressões, de tantos ataques brutais, de excessivas flechadas de dor.
Vem um vento frio que sabe bem.
Sei que vou ficar com cieiro, e não quero saber. Se fossem só os meus lábios a secar...
Comments:
Enviar um comentário