domingo, novembro 28, 2004
É uma cidade de cor, odores e luzes, Granada. A noite é mágica, disfarça as impurezas do dia, torna feérico o Alhambra. Os Rajás saem das praças, os cavaleiros recuperam as montadas ajaezadas, as ruas vestem-se de sons ciganos. Lá em cima, nas Cavas, há castanholas e danças, cores intensas, ruídos que sugerem impossíveis. Chama-se Sacromonte, o lugar onde os possíveis fazem melodias sapateadas.
O mundo, o de hoje, passa na Ronda Sur, rápido, feito luzes de automóveis cheios de angústias, sem espaço para castanholas...
Eu saí da Ronda Sur. Vi os ciganos, tive medo da mulher que, de alecrim na mão, insistiu em ler-me a sina.
Tive medo dela? Ou da sina?
O mundo, o de hoje, passa na Ronda Sur, rápido, feito luzes de automóveis cheios de angústias, sem espaço para castanholas...
Eu saí da Ronda Sur. Vi os ciganos, tive medo da mulher que, de alecrim na mão, insistiu em ler-me a sina.
Tive medo dela? Ou da sina?
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