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terça-feira, dezembro 28, 2004

Estive a passar um bocado do serão com o Fernando Pessoa. Ou melhor, com o Fernando António porque, hoje, ele queria falar de destino, de coincidências, de como, por ter nascido a 13 de Junho, recebeu os nomes do Santo. Eu queria falar-lhe de Itália, de Veneza, de Pádua também. Conversámos um bom bocado, andámos pelo absurdo do ser, lemos a duas vozes poemas, falei-lhe ainda de Sophia e do mar. Em lágrimas, hoje de Beleza e emoção, falei-lhe das minhas angústias.
Ele disse-me que esquecesse a busca de sentido das e nas coisas; garantiu-me que a arte é uma distracção, por vezes sincera..., da razão, sugeriu-me que desistisse de buscar causas para a existência. Contei-lhe, porque temos já um grande á-vontade, que apesar de muitos pesares não consigo simplesmente ignorar o mundo. Os outros. Afirmou que os outros são ficções da nossa consciência social. Propôs-me que olhasse para dentro. Inconformada, disse egoísmo. Riu. Sem absinto nem ópio, riu de verdade e mandou-me procurar o Sá Carneiro. O Mário, claro.

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