quarta-feira, agosto 03, 2005
Ela fechou a porta devagarzinho. Não queria assustar a osga gorda e velha que, há anos, morava por detrás da luz da porta de entrada. Não queria, também, despertar os fantasmas que a assaltavam de noite vestidos de solidão e medo, de adeus e nadas. Não queria, ainda, acordar os desejos que, tranquilizados por uma novela boa da tv, não a perturbavam.
Ela queria, só, isolar a sua essência e enfiar-se na cama larga, com o livro quase terminado, guardada pelo Cristo sem braços que sempre a acompanhara.
Amanhã. Seria um outro dia. De solidão talvez, de horas quentes mascarando o gelo que lhe embrulhava os sentires.
Era Verão. Mesmo!
Ela queria, só, isolar a sua essência e enfiar-se na cama larga, com o livro quase terminado, guardada pelo Cristo sem braços que sempre a acompanhara.
Amanhã. Seria um outro dia. De solidão talvez, de horas quentes mascarando o gelo que lhe embrulhava os sentires.
Era Verão. Mesmo!
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