domingo, novembro 13, 2005
Chegou o frio. Veio embrulhado nas luzes do Natal anunciado, envolto no fumo das castanhas pretendendo ser o D. Sebastião. Encontrei-o firme, decidido, passeando na rua direita da minha cidade na tarde de São Martinho. Para o enganar, entrei numa taberna e bebi uma ginja. Ginjinha. Diminutivo doce... Ao pegar no copo, também ele copinho..., não resisti a tentar meter uma cunha ao frio para que congelasse, definitivamente, os meus sentires. O frio mostrou que não se vende.
Por isso, aqui estou, hoje, de novo envolta em mil sentires. Para me vingar tranquei a porta ao frio. Ele anda lá fora, límpido, sacudindo a nogueira e pondo gotinhas de humidade nos vidros da minha janela.
Por isso, aqui estou, hoje, de novo envolta em mil sentires. Para me vingar tranquei a porta ao frio. Ele anda lá fora, límpido, sacudindo a nogueira e pondo gotinhas de humidade nos vidros da minha janela.
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