sábado, dezembro 31, 2005
Chove muito lá fora.
Esta é a minha janela para o mundo, o quadradinho que, na companhia da minha música preferida, de novo a Diana Krall canta só para mim, me desafia a pensar o que é isto de ser gente, pessoa se possível, mulher sempre. Olho o quintal, a nogueira triste, os pardais encharcados e resisto à saudade que tenta entrar. Esta é a janela para o mundo, repito, no meu modo intimista de escrever e, ainda que por vezes inconscientemente, ser. Repito para fugir à vontade de tenho de abrir a alma e deixar correr o rio de emoções que me invade no último dia do ano. Não quero dar rédeas soltas à emoção, é preciso andar para a frente, tenho de pensar o mundo e não o meu eu. E o que é o mundo, hoje, neste momento da história em que tudo parece estar de pernas para o ar? Que destino será o desta humanidade esquecida de ser, perdida nos Valores que não quer reconhecer, sem rumo para as essências que não sabe tecer? Às vezes, e muitas vezes, parece-me, ou sinto?, que muitos dos problemas da humanidade acontecem apenas porque as pessoas, muitas..., se esquecem de se olhar, de se reencontrar, preocupadas que andam em olhar para os outros, em condenar e criticar, em invejar e cobiçar. Há gente, para mim seres que não cabem no termo pessoa, que existe para incomodar, para apontar o dedo, para envenenar a vida de todos os que os rodeiam. Apetecia-me até recomendar um pouco de egoísmo... Ou seja, sugerir a essa gente que olhasse só para si e deixasse a vida alheia em paz e sossego. Apetece-me o colo de Deus. Apetece-me um colo suave, inocente, capaz de dar sem pedir nada em troca, capaz de ouvir sem perguntar, capaz de aceitar sem condenar. Queria aninhar-me no colo e contar que há momentos em que desaprendo o sonho e desejo, apenas, a paz boa de um adeus eterno.
Esta é a minha janela para o mundo, o quadradinho que, na companhia da minha música preferida, de novo a Diana Krall canta só para mim, me desafia a pensar o que é isto de ser gente, pessoa se possível, mulher sempre. Olho o quintal, a nogueira triste, os pardais encharcados e resisto à saudade que tenta entrar. Esta é a janela para o mundo, repito, no meu modo intimista de escrever e, ainda que por vezes inconscientemente, ser. Repito para fugir à vontade de tenho de abrir a alma e deixar correr o rio de emoções que me invade no último dia do ano. Não quero dar rédeas soltas à emoção, é preciso andar para a frente, tenho de pensar o mundo e não o meu eu. E o que é o mundo, hoje, neste momento da história em que tudo parece estar de pernas para o ar? Que destino será o desta humanidade esquecida de ser, perdida nos Valores que não quer reconhecer, sem rumo para as essências que não sabe tecer? Às vezes, e muitas vezes, parece-me, ou sinto?, que muitos dos problemas da humanidade acontecem apenas porque as pessoas, muitas..., se esquecem de se olhar, de se reencontrar, preocupadas que andam em olhar para os outros, em condenar e criticar, em invejar e cobiçar. Há gente, para mim seres que não cabem no termo pessoa, que existe para incomodar, para apontar o dedo, para envenenar a vida de todos os que os rodeiam. Apetecia-me até recomendar um pouco de egoísmo... Ou seja, sugerir a essa gente que olhasse só para si e deixasse a vida alheia em paz e sossego. Apetece-me o colo de Deus. Apetece-me um colo suave, inocente, capaz de dar sem pedir nada em troca, capaz de ouvir sem perguntar, capaz de aceitar sem condenar. Queria aninhar-me no colo e contar que há momentos em que desaprendo o sonho e desejo, apenas, a paz boa de um adeus eterno.
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