terça-feira, fevereiro 21, 2006
Vem. Não de mansinho, com pressa mesmo. Podes surgir vestido de herói, de comum mortal, de espuma ou de sonho. Mas vem. Faz-te essência consistente, jura para mim as irrealidades que quero concretizar e faz rodar um cd de música doce. Suave. Sugestiva. Depois eu abro champanhe (Cava, lembras-te?) e fazemos um brinde à ficção, à irrealidade. Então, esquecemos o tempo e eu não te mostro a ruga mais recente que encontrei em mim. Incrustrada na minha alma, funda, resistente - creio! - à mais moderna plástica... Podes trazer também dois bilhetes de avião. TAP de preferência. Voaremos para Estocolmo, daremos as mãos geladas na praça branca e verei o teu nariz batata-vermelha de frio.
Mas vem já. Depressa. Porque, um dia breve, eu vou embora e, se vieres, podes não me encontrar.
Mas vem já. Depressa. Porque, um dia breve, eu vou embora e, se vieres, podes não me encontrar.
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