quarta-feira, abril 05, 2006
Apetecia-me arroz doce. Mas não sei fazer... Sei fazer leite de creme, gabo-me de fazer o melhor leite de creme do país ( e arredores), sei fazer pão de ló, sei fazer muitas coisas. Mas não sei fazer arroz doce, e era mesmo isso que me apetecia agora!
Sempre me apetece o que é inacessível!
O arroz doce traz-me sempre mil presenças: o meu Pai, a prima Maria Inês, pequenina, olhos piscos, carregando travessas cobertas com panos imaculados que ela mesma bordava, a casa dos meus avós, na rua do Cano onde, no Natal, havia arroz doce com letras que eu, analfabeta, tentava à força descodificar. O arroz doce cheira-me sempre a casa cheia e, talvez por isso, agora que estou completamente sozinha (desculpa Smart!), me apetece tanto o doce leitoso com canela de outras índias.
Sempre me apetece o que é inacessível!
O arroz doce traz-me sempre mil presenças: o meu Pai, a prima Maria Inês, pequenina, olhos piscos, carregando travessas cobertas com panos imaculados que ela mesma bordava, a casa dos meus avós, na rua do Cano onde, no Natal, havia arroz doce com letras que eu, analfabeta, tentava à força descodificar. O arroz doce cheira-me sempre a casa cheia e, talvez por isso, agora que estou completamente sozinha (desculpa Smart!), me apetece tanto o doce leitoso com canela de outras índias.
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