quarta-feira, junho 28, 2006
Até dia 30 dizem-me que tenho de relatar. Exigem-me que olhe para trás, para o que passou, e diga da minha justiça que, sendo em causa própria, é muito relativa... Escrevo o óbvio: - o horário, as turmas, as saídas, o programa. Tudo aquilo que se sabe e que, se seriamente pensado, ganharia outra cor.
Não relato os sentires. Não conto dos olhares cinzentos do 11ºB, não digo a ninguém das loucuras e irreverências com o 12º ano em torno de Saramago, não refiro os sonhos partilhados nem os amores e desamores que me foram confessados. No meu relatório, não conto das cumplicidades, das teias que teci com os alunos, do que eles me ensinaram e apoiaram. Escrevo só, no meu relatório, os programas integralmente cumpridos. Integralmente! Não conto que, às vezes, abusivamente. Falando de pessoas, a propósito de Pessoa; de liberdade individual, a propósito das comunistagens do Felizmente há luar!; do amor livre e puro, que salta nas emoções nas entrelinhas do Memorial do Convento.
Não conto das reuniões intermináveis, cheias de nadas, de onde saio sempre com um íssimo-íssimo-íssimo cansaço...Não conto, claro, da vista da Sé e da muralha que espreito da sala 7 e que me emocia sempre.
Afinal, revendo tudo, acho que não fiz um relatório. Antes um ralatório!!!
Não relato os sentires. Não conto dos olhares cinzentos do 11ºB, não digo a ninguém das loucuras e irreverências com o 12º ano em torno de Saramago, não refiro os sonhos partilhados nem os amores e desamores que me foram confessados. No meu relatório, não conto das cumplicidades, das teias que teci com os alunos, do que eles me ensinaram e apoiaram. Escrevo só, no meu relatório, os programas integralmente cumpridos. Integralmente! Não conto que, às vezes, abusivamente. Falando de pessoas, a propósito de Pessoa; de liberdade individual, a propósito das comunistagens do Felizmente há luar!; do amor livre e puro, que salta nas emoções nas entrelinhas do Memorial do Convento.
Não conto das reuniões intermináveis, cheias de nadas, de onde saio sempre com um íssimo-íssimo-íssimo cansaço...Não conto, claro, da vista da Sé e da muralha que espreito da sala 7 e que me emocia sempre.
Afinal, revendo tudo, acho que não fiz um relatório. Antes um ralatório!!!
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