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terça-feira, junho 27, 2006

Zaratrusta. Ela vai chamar-se assim, nome comprido a condizer com o rabo longo, verde-riscado, nome sonoro para um bicho atrevido. Ela não quer saber de onde vem o nome. Também, se o quisesse ia esbarrar com a minha ignorância... Ou quase. Foi um livro que li, na fase em que acreditava que o pensamento comandava o mundo. Chamava-se "Assim falava Zaratrusta", seria de Nietzsche talvez. Mas agora arrumo a filosofia e baptizo a lagartixa que me faz companhia na beira da piscina. Ela merece a filosofia, ela podia ser o pensamento de Caeiro: - Vejo-a, não preciso de a pensar!
E era bom se eu pudesse não pensar, não sentir, ser-não-sendo.

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