terça-feira, agosto 15, 2006
Sonhei esta noite que era cozinheira! Tinha uma cozinha imensa, panelões de castelo e livros muito coloridos. Resolvi, então, preparar uma receita especial. Folheei quatro livros, no meu sonho a numerologia e o mítico estavam em férias, e não encontrei nada que me apetecesse. Então, resolvi improvisar: Vesti um avental largo, branco, tão macio como a minha camisa de noite, e peguei numa panela alta. Muni-me de colheres de pau compridas e comecei a inventar: - Ternuras mil, carícias às mãos cheias, mexi com genica. Juntei oito beijos compridos, bem quentes, quatro mãos incansáveis e deixei tudo em lume brando, movimento constante. Estranhei ver o lume atiçar-se e, por isso mesmo, juntei umas gotas do doce licor de ananás que tanto gosto e envolvi devagarinho. Cheirava bem! Acrescentei ainda gotas de almíscar e reparei que já tinha sujado o meu puro avental... Enquanto o meu pitéu apurava, num borbulhar cheiroso e sonoro, fui arranjar a mesa. Encontrei num armário alto pratos de porcelana. Lindos! No meio, apenas uma flor azul, discreta, na borda um filamento de ouro. Sobre a toalha de linho coloquei os pratos, talheres de prata e copos de pé alto, cristal puro. Descobri ainda dois castiçais, velas brancas que logo acendi. Da garrafa de vidro vermelho provei o vinho. Delicioso! Podia quase jurar que, se fosse realidade, era João Pires. Voltei à cozinha. O fervilhar tinha-se intensificado, o almíscar invadira a cozinha larga onde se ouvia música cubana e eu não ousei apagar a chama...
Bom, levantei-me tarde, cheia de preguiça e, por isso, resolvi inventar um sonho. Apeteceu-me!
Bom, levantei-me tarde, cheia de preguiça e, por isso, resolvi inventar um sonho. Apeteceu-me!
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