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sexta-feira, agosto 04, 2006

Vai-te embora de vez. Não batas com a porta, deixa ficar os farrapos de sonho que, espalhados, me cobrem a alma. Vai embora só tu. Leva a desilusão, as promessas por cumprir, a felicidade adiada sempre. Não olhes para trás, sai de vez e deixa-me tentar dormir, assim, prosaica, banal de emoções, pirosa por lágrimas ainda salgadas.
Ah! deixa a chave. A dos meus sentires que desvendaste, a dos meus pensares que desarrumaste.

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