sábado, setembro 09, 2006
Depois da loucura do EURO 2004, dez estádios e as bandeiras nacionais nas janelas, a seguir à euforia geral do Mundial 2006, parecia que o futebol tinha conseguido tornar-se o coração nacional. Bombeava energia, corria nas conversas mais optimistas, fazia até esquecer, ou pelo menos não lembrar, a mediocridade portuguesa que insiste em, parodoxalmente, não parar de se tornar imensa. Os portugueses andavam tão felizes que até usavam, e usam, as bandeiras dos seus Clubes como peças decorativas dos seus automóveis, numa mostra de ternura, paixão!, assumida na relação tão especial que têm com os veículos em que morrem cada vez mais. Nos locais de trabalho, nos cafés, os tradicionais bons-dias eram euforicamente substituídos por saudações leoninas, saudações benfiquistas ou outras, normalmente acompanhadas de grandes palmadas nos costados dos companheiros. O futebol era a libertação! E, se não era o ópio do povo, apenas isso acontecia por ser um pouco mais barato do que a dita droga.
Agora, o futebol transformou-se de desporto, em declarações, confusões, escândalos sucessivos. O país acorda e adormece a ouvir o major Loureiro, o sr. Madaíl, o sr. Vieira, os senhores que, vá lá a gente perceber porquê, pessoalizam o futebol. Hoje, em vez de se ouvirem discutir jogadas, golos, desempenhos de clubes, prestações de jogadores, discutem-se declarações, hipóteses de vigarices, supostas negociações de duvidosa legalidade. Portugal parece estar, também, a perder o seu melhor escape, a caminhar para perder o desporto rei.
O que será dos portugueses sem futebol? A admitir que o sr. Scolari (grande Filipão!) não vai mais poder comandar a nossa selecção rumo a vitórias sofridas e derrotas choradas, o que vai ser de Portugal? Será que vamos ser obrigados a contentarmo-nos com jogadas nos bastidores da política, golos marcados nos corredores de São Bento, foras de jogo decididos sem árbitros presentes? Esperemos que não, porque, sinceramente, sempre é mais emocionante e gratificante ver o velho Figo a suar atrás da bola, ou o herói Eusébio a opinar, ou mesmo ouvir o peneiroso do Ronaldo a falar da Merche, ou até sofrer com o Ricardo a sair da baliza para marcar penalties, do que assistir ao senhor ministro da saúde a anunciar o fecho de mais uma Maternidade, ou ter de prestar atenção à ministra da educação anunciando mais uma medida impraticável, ou mesmo ouvir o primeiro ministro a entusiasmar-se com um crescimento económico na ordem dos 0,9%....
Agora, o futebol transformou-se de desporto, em declarações, confusões, escândalos sucessivos. O país acorda e adormece a ouvir o major Loureiro, o sr. Madaíl, o sr. Vieira, os senhores que, vá lá a gente perceber porquê, pessoalizam o futebol. Hoje, em vez de se ouvirem discutir jogadas, golos, desempenhos de clubes, prestações de jogadores, discutem-se declarações, hipóteses de vigarices, supostas negociações de duvidosa legalidade. Portugal parece estar, também, a perder o seu melhor escape, a caminhar para perder o desporto rei.
O que será dos portugueses sem futebol? A admitir que o sr. Scolari (grande Filipão!) não vai mais poder comandar a nossa selecção rumo a vitórias sofridas e derrotas choradas, o que vai ser de Portugal? Será que vamos ser obrigados a contentarmo-nos com jogadas nos bastidores da política, golos marcados nos corredores de São Bento, foras de jogo decididos sem árbitros presentes? Esperemos que não, porque, sinceramente, sempre é mais emocionante e gratificante ver o velho Figo a suar atrás da bola, ou o herói Eusébio a opinar, ou mesmo ouvir o peneiroso do Ronaldo a falar da Merche, ou até sofrer com o Ricardo a sair da baliza para marcar penalties, do que assistir ao senhor ministro da saúde a anunciar o fecho de mais uma Maternidade, ou ter de prestar atenção à ministra da educação anunciando mais uma medida impraticável, ou mesmo ouvir o primeiro ministro a entusiasmar-se com um crescimento económico na ordem dos 0,9%....
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