quarta-feira, novembro 08, 2006
E se de repente alguém lhe oferecer flores... Não, nada disso, a publicidade atraiçou-me. O que eu ia mesmo escrever era: - e se de repente o amor se corporizasse, vestisse umas calças azuis, uma camisa sem gravata, e viesse conversar comigo? Claro que, numa situação destas, as flores seriam perfeitamente dispensáveis. Aproveitaria, então, para lhe perguntar porque sabe a chocolate, porque cheira a terra molhada, porque faz doer, porque se faz esperar, porque se faz desejo, porque se faz companhia, porque gosta do pauzinho de canela no café, porque faz curtas as noites compridas, porque aquece o frio que a neve traz, porque inspira poetas e encanta mortais. Acho que lhe perguntaria, também, porque não fica aqui comigo.
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