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sábado, novembro 18, 2006

Pois é. O sonho é possível. Contei dos momentos de leitura na aula, das turmas em silêncio, dos livros a encherem momentos, das letras que fazem crescer pessoas. Contei dos portfólios, do envolvimento activo-efectivo-pleno no fenómeno de aprender, contei das salas desarrumadas, dos textos de "quando eu era um hamburguer sem queijo", ou daquele outro "porque eu nunca morei num dicionário", e contei, até, do que aconteceu só porque "tudo vale uma lágrima intensa". Disse de mim - Alice-, num país de Maravilhas - Ensino -, cheia de medo de partir o espelho - Acreditar -, instigada por um coelho apressado - o Tempo -. Citei o Régio. Como ele, também eu vivo "coisas que terei pudor de contar seja a quem for", e, como ele também, eu fico feliz quando "a minha acàciazinha dá mais um raminho". Disse tudo numa sala antiga, o Tejo por cenário, adultos a escutarem, técnicos especializados a avaliarem-me. No meio de dizer olhei o rio. Vi, juro que vi!, Camões namorando uma tágide...
No fim do dia voltei. Na escola tinha havido greve de alunos.E os professores, alguns..., aplaudiam! Fechei os olhos com força, esfreguei-os, mas Camões não voltou para me salvar!!

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