quarta-feira, novembro 22, 2006
Quando parece que o limite foi atingido, que nada de mais revoltante (e aviltante) pode acontecer, a humanidade surpreende-me! Não foram as guerras, os atentados suicidas, as injustiças sociais, os impostos, a estupidez natural de muitos governantes portugueses que me deram volta, desta vez, às entranhas da alma. Não. Desta vez foi a poesia. Ou melhor, o que da poesia disseram cabeças pensantes, bocas responsáveis, personalidades sábias. Dois professores. Dois! como se um não fosse já suficientemente triste... juntaram-se para dizer que fazer poesia é sofrer; que nos poemas de António Gedeão há 73% de versos de sete sílabas; que nos mesmos poemas há 42% de palavras de carácter científico; que...; que...; e que. Tudo informações ocas de sentido, sem nenhum interesse para se sentir, e pensar, uma obra tão fantástica como a de Gedeão! Ninguém falou da Pedra Filosofal, sequer da Pulsação da Treva e, claro!, muito menos da pureza da Lágrima de Preta. Ninguém falou do dom de ser poeta por poder usar palavras para registar emoções, sentires, opiniões.
A sala da Biblioteca, sala bonita e encerada, estava excessivamente às escuras, mas a minha alma estava negra mesmo. De raiva. De desespero. De tristeza também...
A Poesia é Arte!! Por favor, deixem ao menos a Poesia continuar mágica!! Falem aos miúdos, aos jovens, aos adultos, aos idosos também, da liberdade do poeta, da magia da palavra com ritmo, da musicalidade dos poemas! Por favor, não matem também o fascínio da literatura...
A sala da Biblioteca, sala bonita e encerada, estava excessivamente às escuras, mas a minha alma estava negra mesmo. De raiva. De desespero. De tristeza também...
A Poesia é Arte!! Por favor, deixem ao menos a Poesia continuar mágica!! Falem aos miúdos, aos jovens, aos adultos, aos idosos também, da liberdade do poeta, da magia da palavra com ritmo, da musicalidade dos poemas! Por favor, não matem também o fascínio da literatura...
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