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quarta-feira, dezembro 20, 2006

Beijou-me a mão. Garantiu um imenso prazer em cumprimentar-me, proclamou a sua admiração pela minha escrita e, charme de outrora..., garantiu que ao vivo superava largamente a fotografia do jornal. Falou dos meus escritos emocionado, olhos húmidos, fazendo referência orgulhosa aos seus 80 anos saudáveis e lúcidos. Eu emocionei-me também. Pela ternura, pelo carinho, pelo clássico beija-mão. Foi Natal ali, naquele encontro casual.

Comments:
Lembro-me que uma vez, peguei num colega meu ao colo e quis obrigá-lo a publicar em papel um enorme pacote de «crónicas» que ao longo dos anos foi semeando por aí ao deus-dará: no Dia, no Primeiro de Janeiro e até numa página pessoal da Internet.
É que esse «escritor de horas vagas» tinha uma virtude que para mim era determinante: escrevia exactamente aquilo que eu gostaria de escrever se acaso Deus me tivesse dado o mesmo dom de manipular a pena que a ele coube em herança.
Cada um é como é. E se de facto não conseguimos ser aquilo que desejaríamos ser na vida, não nos resta outra alternativa que não seja admirar aqueles que o conseguiram – por aquisição ou por transmissão genética. E nesta situação não há qualquer hipótese de mentirmos aos nossos «ídolos» bajulando-os com recados hipócritas feitos de palavras e gestos envernizados. Aqui prevalece a chamada «verdade interior» que é a única «verdade» digna desse nome. Quando essa falhar é sinal evidente que nos estamos a enganar a nós próprios.
 
Lembro-me que uma vez, peguei num colega meu ao colo e quis obrigá-lo a publicar em papel um enorme pacote de «crónicas» que ao longo dos anos foi semeando por aí ao deus-dará: no Dia, no Primeiro de Janeiro e até numa página pessoal da Internet.
É que esse «escritor de horas vagas» tinha uma virtude que para mim era determinante: escrevia exactamente aquilo que eu gostaria de escrever se acaso Deus me tivesse dado o mesmo dom de manipular a pena que a ele coube em herança.
Cada um é como é. E se de facto não conseguimos ser aquilo que desejaríamos ser na vida, não nos resta outra alternativa que não seja admirar aqueles que o conseguiram – por aquisição ou por transmissão genética. E nesta situação não há qualquer hipótese de mentirmos aos nossos «ídolos» bajulando-os com recados hipócritas feitos de palavras e gestos envernizados. Aqui prevalece a chamada «verdade interior» que é a única «verdade» digna desse nome. Quando essa falhar é sinal evidente que nos estamos a enganar a nós próprios. «verdade interior» que é a única «verdade» digna desse nome. Quando essa falhar é sinal evidente que nos estamos a enganar a nós próprios.
 
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