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domingo, dezembro 10, 2006

Querido Menino Jesus,
Querido mesmo, porque Te quero, porque acredito que me queres também. Este ano escrevo-te recorrendo às novas tecnologias, deve haver internet no céu, ela está por todo o lado! E escrevo-te porque tenho pedidos a fazer-te... Sei que a crise é muita, as dificuldades imensas, o dinheiro pouco, mas tenho esperança, ou deveria dizer Fé?, que tenhas um truque no céu para atender o meu pedido. Os meus pedidos...
Sabes, queria que fizesses a saudade doer menos, a solidão magoar mais de mansinho. Queria muito que deixasses as minhas crianças serem felizes, e que prometesses nunca mais levar para o pé de Ti as pessoas que tanta falta me fazem.
Menino Jesus, talvez por seres sempre criança não sabes como dói a noite escura e como, ultimamente, ela se faz ainda mais negra. Dá-me uma estrela, uma só!, tens tantas no céu! Uma estrela brilhante, pode até não ser bicuda, que me aqueça o coração, me aconchegue os sentires e me ilumine a realidade.
Menino Jesus, se puderes, este ano nasce para mim!!

Comments:
O Menino Jesus não é mais que um símbolo gráfico residente no colectivo. Um arquétipo…

Representa um começo, uma partida. Uma partida que começa onde uma outra acaba.
Dito de outra maneira – um começo associado a algo que morre. O eterno ciclo vital.

Não sei onde é que Walt Disney foi desencantar a figura de Peter Pan. Muito provavelmente à figura mitológica de Mercúrio – o menino que não desejava passar à fase de maturidade. De qualquer forma trata-se de uma atitude vulgar nos começos de novos ciclos biológicos que acaba por ser ultrapassada, embora por vezes com enormes dificuldades em sua fase inicial.

Sem a travessia dos Invernos da nossa existência jamais teríamos o prazer de gozar o sol da primavera. Melhor: as quentes aguas do verão das praias do sul…
 
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