sábado, dezembro 02, 2006
Sozinha, chuva lá fora, o Smart adivinhando a tristeza que me invade. Resolvi fazer leite de creme, é preciso reagir!, e pus o avental grande, vermelho, também ele a gritar Natal. Fazer leite creme é divertido, gasta tempo, enche a casa de cheiros bons. Com o leite de creme vieram mil recordações...
De novo ele chegou, quis lamber a colher de pau, abraçou-me com força fazendo com que o meu doce encaroçasse. Não me importei. Mexi com mais força, desfiz com fúria os caroços e o creme ficou suave, macio, espesso. Ele tentava-me, fazia-me sorrir, arreliava o Smart que ladrava furioso porque detesta que interfiram com a sua regalia de cão de casa. Queimei o leite de creme com a ferra da lareira, em brasa, vermelha intensa, e ficou a sala cheia de fumo cheiroso.
Agora, ele foi embora, garantindo que o doce estava óptimo.
Será que volta à noite? Vou sonhar que sim.
De novo ele chegou, quis lamber a colher de pau, abraçou-me com força fazendo com que o meu doce encaroçasse. Não me importei. Mexi com mais força, desfiz com fúria os caroços e o creme ficou suave, macio, espesso. Ele tentava-me, fazia-me sorrir, arreliava o Smart que ladrava furioso porque detesta que interfiram com a sua regalia de cão de casa. Queimei o leite de creme com a ferra da lareira, em brasa, vermelha intensa, e ficou a sala cheia de fumo cheiroso.
Agora, ele foi embora, garantindo que o doce estava óptimo.
Será que volta à noite? Vou sonhar que sim.
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