domingo, janeiro 21, 2007
Estou já na contagem decrescente: faltam 4 dias! 5ªfeira, depois de dadas as aulas da manhã, vou viajar para Lisboa e entrar no avião com a alma encolhida. Tenho sempre medo! Medo inconsciente, tendo consciência disso. Eu, eu que tantas vezes desejo a morte, o fim, o sossego de não ser, a paz de não existir, tenho medo de voar... Faz-me impressão não poder abrir as janelas, enervam-me os avisos para manter o cinto apertado, irrita-me o espaço exíguo a que fico confinada. Mas, ao mesmo tempo, gosto de ir, de sair, de fechar a porta ao quotidiano e entrar em diferentes realidades. (Eu e as minhas contradições!!)
Amesterdão. É uma palavra gorda, cheirosa também. Rima com perdão. Com emoção também. Terei por lá perdão para a minha intensa emoção? Seria uma viagem-poema...
Amesterdão. É uma palavra gorda, cheirosa também. Rima com perdão. Com emoção também. Terei por lá perdão para a minha intensa emoção? Seria uma viagem-poema...
Comments:
Confesso que sou o lado oposto de tudo isso. No meu permanente cansaço de viver a vida a pleno, chego ao desafogo de dormir durante o acto de partida e aterragem dos aviões.
Mas também confesso que…
...enervam-me os avisos para manter o cinto apertado!
É que já lá vão mais de trinta anos que viajo nesta drástica situação de aperto letal e sempre que olho pela janela (fechada) do avião não consigo ver melhoras no horizonte!
Irra…
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Mas também confesso que…
...enervam-me os avisos para manter o cinto apertado!
É que já lá vão mais de trinta anos que viajo nesta drástica situação de aperto letal e sempre que olho pela janela (fechada) do avião não consigo ver melhoras no horizonte!
Irra…
