domingo, janeiro 14, 2007
Nos últimos tempos, sinto-me perdida no mundo que integro (ou não?), pasmo perante o que considero aberrações, apetece-me gritar a plenos pulmões face a factos da vida, infelizmente…, real. E porque estou incomodada, e se calhar também porque já não tenho forças para lutar contra a humanidade, resolvi aliviar aqui a minha revolta.
É que me incomodam tantas coisas…
Incomoda-me o olhar de muita gente. Gente da minha terra, de olhar de suspeição, provocando “movimento excessivo aos olhos”. Gente que parece existir para condenar, para criticar, para opinar e discordar. Não suporto mais a mania de gente que desaprendeu a conversa e que entende uma opinião diferente como uma afronta. Tenho saudades de poder conversar. De discordar, de concordar, de ouvir e de pensar.
Incomoda-me, e tanto que me faz doer por dentro, o referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto. Não percebo porque razão temos de voltar a referendar algo que já o foi. Incomoda-me esta esquerda manhosa que só valida a vontade popular quando é coincidente com a sua própria vontade! Sou mulher, pessoa, humana. Tenho filhas. Sobrinhos. Terei netos, espero. Não compreendo como pode um país permitir, pagar, o crime que é matar um ser vivo que não pediu para nascer. Incomodam-me os cartazes que apresentam o crime como vivências de liberdade no feminino. Incomoda-me que em Portugal haja anticoncepcionais que não são comparticipados e o estado português se disponibilize para comparticipar o acto de matar! Nestes últimos dias sinto um aperto n’alma. Como se um garrote social me estrangulasse os mais profundos sentires!
Incomoda-me a solidão dorida que leio nos olhares invernosos a recolher o sol tímido de Inverno debaixo do velho plátano.
Incomoda-me a certeza de que há crianças sem colo, sem mimo, sem ternura.
Incomoda-me, muito, a hipótese de não poder realizar visitas de estudo com os meus alunos por eles não terem como pagar os transportes que eu defendo deverem ser gratuitos.
Incomoda-me a solidão que dói agora, no meu espaço, atenuada pela presença do Smart, pelo ladrar do Fred, pelo saltitar dos melros, gordíssimos!, no parapeito da minha janela.
É que me incomodam tantas coisas…
Incomoda-me o olhar de muita gente. Gente da minha terra, de olhar de suspeição, provocando “movimento excessivo aos olhos”. Gente que parece existir para condenar, para criticar, para opinar e discordar. Não suporto mais a mania de gente que desaprendeu a conversa e que entende uma opinião diferente como uma afronta. Tenho saudades de poder conversar. De discordar, de concordar, de ouvir e de pensar.
Incomoda-me, e tanto que me faz doer por dentro, o referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto. Não percebo porque razão temos de voltar a referendar algo que já o foi. Incomoda-me esta esquerda manhosa que só valida a vontade popular quando é coincidente com a sua própria vontade! Sou mulher, pessoa, humana. Tenho filhas. Sobrinhos. Terei netos, espero. Não compreendo como pode um país permitir, pagar, o crime que é matar um ser vivo que não pediu para nascer. Incomodam-me os cartazes que apresentam o crime como vivências de liberdade no feminino. Incomoda-me que em Portugal haja anticoncepcionais que não são comparticipados e o estado português se disponibilize para comparticipar o acto de matar! Nestes últimos dias sinto um aperto n’alma. Como se um garrote social me estrangulasse os mais profundos sentires!
Incomoda-me a solidão dorida que leio nos olhares invernosos a recolher o sol tímido de Inverno debaixo do velho plátano.
Incomoda-me a certeza de que há crianças sem colo, sem mimo, sem ternura.
Incomoda-me, muito, a hipótese de não poder realizar visitas de estudo com os meus alunos por eles não terem como pagar os transportes que eu defendo deverem ser gratuitos.
Incomoda-me a solidão que dói agora, no meu espaço, atenuada pela presença do Smart, pelo ladrar do Fred, pelo saltitar dos melros, gordíssimos!, no parapeito da minha janela.
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