terça-feira, janeiro 16, 2007
Tenho horror ao erro ortográfico. Faz-me mal, provoca-me azia nos sentires, tolda-me os pensares, escurece-me o ser! Há quem diga que é defeito profissional. E eu não acredito! É gosto de falar a língua dos escritores que admiro, respeito. É orgulho numa essência feita Torga, Pessoa, Camões.
Completamente indiferente aos meus sentires, fazendo coro com a vida, o erro ortográfico insiste em fazer-se presente... Num impresso oficial, de escola, em vez de itinerário lê-se itenerário; em vez de às, ás... Eu corrijo. Com fúria! Com a fúria intensa com que protesto contra a ausência dos sentires (ainda que pensados) nas teias que fazem comunicação. De nada serve.
O efeito é o de uma aspirina efervescente: engana a dor forte, mas fica a moinha.
Tenho uma moinha n'alma que me mói, mói, e mói. Irei ficar em farinha de existir? Bem amassada darei algum ser socialmente correcto?
Completamente indiferente aos meus sentires, fazendo coro com a vida, o erro ortográfico insiste em fazer-se presente... Num impresso oficial, de escola, em vez de itinerário lê-se itenerário; em vez de às, ás... Eu corrijo. Com fúria! Com a fúria intensa com que protesto contra a ausência dos sentires (ainda que pensados) nas teias que fazem comunicação. De nada serve.
O efeito é o de uma aspirina efervescente: engana a dor forte, mas fica a moinha.
Tenho uma moinha n'alma que me mói, mói, e mói. Irei ficar em farinha de existir? Bem amassada darei algum ser socialmente correcto?
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