sábado, fevereiro 10, 2007
Claras a escorrer por entre os dedos, gemas moles dançando na palma da minha mão. Cada uma para sua taça. Com fúria e barulho, a minha batedeira pede ruidosamente reforma, fiz as claras crescerem. Gosto de as ver crescer, fazerem-se nuvens puras! Depois, açúcar e, com mil cuidados, fi-las cozer no leite perfumado com canela das Índias. Em pau, claro! Lembrei Camões, a Dinamene, os cheiros intensos, os paladares novos e, entretanto, enchi a herdada taça, azul e branca, de céu de Verão!
As farófias sempre me lembram o céu-paraíso onde eu gostava de poder chegar. Deve ser óptimo estar lá, com corpo ainda, sem purificação alguma, sem asas de anjo sequer, a mordiscar gulosamente as nuvens doces!
As farófias sempre me lembram o céu-paraíso onde eu gostava de poder chegar. Deve ser óptimo estar lá, com corpo ainda, sem purificação alguma, sem asas de anjo sequer, a mordiscar gulosamente as nuvens doces!
Comments:
Hoje, também por estas bandas vieram nuvens carregadas de recordações!
Chove! Como já votei nada melhor do que sentar-me em frente do Acer e deixar o rato caminhar por aí sem rumo predeterminado…
Camões! Porque não falar de Camões? Melhor: - como é que um homem das «ciências» vê o nosso Camões?
…
Camões (1524 - 1580) nasceu de uma família de nobres decadentes no mesmo dia em que Vasco da Gama, com o qual tinha um parentesco distante, morreu. Ele recebeu uma educação clássica em Coimbra e conta-se que na juventude era um alegre e bem apessoado "Casanova". Entre as suas aventuras românticas encontram-se uma ardente paixão por Dona Catarina de Ataíde, dama da rainha a quem ele escreveu versos incendiados de amor, e um amor platónico pela princesa Dona Maria, filha de D. Manuel, o Venturoso. Foi possivelmente por causa de um flirt não correspondido com uma nobre que ele foi mandado como soldado para Marrocos, onde perdeu um olho.
…
Nota: - Extraído directamente da web de um célebre site brasileiro* que acrescenta mais à frente:
…
Este navio, no entanto, naufragou. Com ele viajava Dinamene, sua querida amante chinesa. Lendas narram que ele deixou Dinamene afogar-se para poder salvar os manuscritos de Os Lusíadas. Em decorrência deste ato, conta-se que Camões passou o resto da vida escrevendo sonetos líricos para a defunta. Sonetos estes que os críticos, hoje em dia, consideram como os mais encantadores jamais escritos. Somente estas Líricas bastariam para perpetuar Camões como poeta maior. No exterior, além de Dinamene, Camões teve também uma relação amorosa com Bárbara, a africana, a quem ele descreve como "realmente escura", gentil e doce.
…
Acima de tudo gostei daquele aparte:
…
…a quem ele descreve como "realmente escura", gentil e doce.
Se calhar Doutora, o nosso Luís Vaz era mesmo um poeta rap…
_______
* http://www.imediata.com/BVP/CAMOES/camohistport.html
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Chove! Como já votei nada melhor do que sentar-me em frente do Acer e deixar o rato caminhar por aí sem rumo predeterminado…
Camões! Porque não falar de Camões? Melhor: - como é que um homem das «ciências» vê o nosso Camões?
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Camões (1524 - 1580) nasceu de uma família de nobres decadentes no mesmo dia em que Vasco da Gama, com o qual tinha um parentesco distante, morreu. Ele recebeu uma educação clássica em Coimbra e conta-se que na juventude era um alegre e bem apessoado "Casanova". Entre as suas aventuras românticas encontram-se uma ardente paixão por Dona Catarina de Ataíde, dama da rainha a quem ele escreveu versos incendiados de amor, e um amor platónico pela princesa Dona Maria, filha de D. Manuel, o Venturoso. Foi possivelmente por causa de um flirt não correspondido com uma nobre que ele foi mandado como soldado para Marrocos, onde perdeu um olho.
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Nota: - Extraído directamente da web de um célebre site brasileiro* que acrescenta mais à frente:
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Este navio, no entanto, naufragou. Com ele viajava Dinamene, sua querida amante chinesa. Lendas narram que ele deixou Dinamene afogar-se para poder salvar os manuscritos de Os Lusíadas. Em decorrência deste ato, conta-se que Camões passou o resto da vida escrevendo sonetos líricos para a defunta. Sonetos estes que os críticos, hoje em dia, consideram como os mais encantadores jamais escritos. Somente estas Líricas bastariam para perpetuar Camões como poeta maior. No exterior, além de Dinamene, Camões teve também uma relação amorosa com Bárbara, a africana, a quem ele descreve como "realmente escura", gentil e doce.
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Acima de tudo gostei daquele aparte:
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…a quem ele descreve como "realmente escura", gentil e doce.
Se calhar Doutora, o nosso Luís Vaz era mesmo um poeta rap…
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* http://www.imediata.com/BVP/CAMOES/camohistport.html
