quarta-feira, março 21, 2007
Era uma Marcha Solidária. Vamos mexer-nos para ajudar, era o desafio. Veio de longe, dos Médicos do Mundo, lembrando Moçambique, país onde ainda se fala português, onde existem senhores Oliveiras, donas Marias de Fátima, gente que gosta de pão e lembra Portugal.
Falei aos meus alunos da solidariedade. Disse-lhes que se faz, não se apregoa, que não dói nada, que ajuda a crescer, que nos transforma em melhores pessoas. Disse-lhes que o mundo se constrói com as nossas mãos, os sorrisos, os olhares, as lágrimas também.
Hoje, às dez da manhã, mais de duas centenas de gente jovem compareceu. Gritaram Moçambique, pediram nas ruas lembrando a causa, juntaram 675 euros.
Entretanto, os adultos, os professores, aqueles que devem ajudar a formar Pessoas, marcaram pela ausência. Eramos quatro adultos! Quatro! Numa escola com cerca de 90 professores.
Como se não bastasse, houve quem impedisse os alunos de participar, dando aulas, marcando faltas. Como se a sala de aula fosse o espaço privilegiado de aprendizagem... Coitados...
Se fosse há uns anos, estaria furiosa e revoltada. Hoje não. Triste apenas, desiludida, com medo do futuro desta juventude que não deixam ser humana.
A Escola não pode ser isto...
Falei aos meus alunos da solidariedade. Disse-lhes que se faz, não se apregoa, que não dói nada, que ajuda a crescer, que nos transforma em melhores pessoas. Disse-lhes que o mundo se constrói com as nossas mãos, os sorrisos, os olhares, as lágrimas também.
Hoje, às dez da manhã, mais de duas centenas de gente jovem compareceu. Gritaram Moçambique, pediram nas ruas lembrando a causa, juntaram 675 euros.
Entretanto, os adultos, os professores, aqueles que devem ajudar a formar Pessoas, marcaram pela ausência. Eramos quatro adultos! Quatro! Numa escola com cerca de 90 professores.
Como se não bastasse, houve quem impedisse os alunos de participar, dando aulas, marcando faltas. Como se a sala de aula fosse o espaço privilegiado de aprendizagem... Coitados...
Se fosse há uns anos, estaria furiosa e revoltada. Hoje não. Triste apenas, desiludida, com medo do futuro desta juventude que não deixam ser humana.
A Escola não pode ser isto...
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